Bolsonaro diz que Senado 'deu cartão vermelho' para decreto das armas
"Eu acredito que a Câmara vai reverter essa questão", disse Bolsonaro, durante uma transmissão ao vivo publicada em suas redes sociais. "Eu estou pedindo para você que procure o seu deputado federal para pedir que ele não acolha [o entendimento do Senado] e vote pela manutenção do decreto das armas", acrescentou o presidente.
Por 47 votos a 28, o Senado rejeitou os decretos de Bolsonaro na noite da terça-feira (18). A anulação dos textos só terá validade se a Câmara endossar a decisão dos senadores.
O decreto das armas foi editado por Bolsonaro em 7 de maio. Sob pressão do Legislativo e do Judiciário, o presidente recuou 15 dias depois e fez alterações no texto. A segunda versão da medida proibiu que cidadãos comuns portem armas de fogo como fuzis, espingardas e carabinas, permissão que havia sido criticada por especialistas em segurança pública.
Nesta quinta, Bolsonaro disse que seu decreto "não tem nada de inconstitucional" e fez um apelo específico para produtores rurais. "Via decreto, eu legalmente dei o porte [de arma] rural para vocês: você [que] tem a posse de arma de fogo na tua casa, com o nosso decreto pode montar o teu cavalo e andar na fazenda inteira armado. O perímetro da fazenda pertence a você. Quem está contra isso? O MST, PT, PCdoB, amiguinhos do MST. Então você tem que pedir para o teu parlamentar que mantenha o nosso decreto", disse o mandatário. Leia mais (06/20/2019 - 21h12)