Cristiano Ronaldo e Messi traduzem o melhor futebol do século 21
Está ficando chato para quem acompanha as cerimônias da Fifa.
Está cada vez melhor para quem vê Cristiano Ronaldo e Messi em ação.
Eles competem desde 2007 pelo prêmio de melhor jogador do mundo. Um deseja superar o outro a cada temporada. Não há erro nas eleições. Eles são únicos.
Eles definem a perfeição do futebol do nosso tempo. Enquanto o argentino é um artista, desenha cada lance com uma exuberância técnica dos mais legítimos craques, o português é uma máquina de força, velocidade e gols.
Ronaldo ganhou quatro vezes o troféu. A quarta nesta segunda-feira, dia 8 de janeiro, em Zurique. Messi ainda lidera com cinco. Era Bola de Ouro. A Fifa criou agora o prêmio The Best. A tradicional Bola de Ouro, da revista "France Football", não aparece mais nos créditos da Fifa. A parceria, que germinou entre 2010 e 2015, não existe mais.
É preciso voltar longos 10 anos se alguém quiser encontrar outro vencedor. Kaká, então astro do Milan, campeão da Liga dos Campeões, ganhou a Bola de Ouro, em Zurique. Desde então, não se enxerga uma terceira pessoa capaz de levantar o troféu. Não havia e não há. Pode procurar nas grandes ligas da Europa, casas dos melhores espetáculos. Olhe no horizonte, os candidatos não se apresentaram. Simples. Não há ninguém capaz.
Griezmann foi o sétimo jogador a tentar furar o bloqueio imposto por Messi e CR7. Fernando Torres, Xavi, Iniesta, Ribéry, Neuer e Neymar não fizeram cócegas. Eles não têm poder para tentar superar a dupla, sequer encostar nos dois jogadores que simbolizam o futebol das primeiras duas décadas do novo milênio no futebol mundial.
O 2016 foi de Cristiano Ronaldo. O 2017 pode ser de Messi, ou de Cristiano Ronaldo de novo. Ninguém duvida.