Leonardo Oliveira: o que a nova direção pensa sobre o entorno do Beira-Rio
Novidade trazida pela reforma estatutária, a vice-presidência de Assuntos Estratégicos estreia tendo em seu escopo o desafio de encaminhar a questão do entorno do Beira-Rio. O destino que o Inter dará para uma área nobre e de alto valor imobiliário é apontada na atual direção como a bússola que indicará o caminho do clube nos próximos 20 ou 30 anos. Se souber explorar bem a área, dizem dirigentes e conselheiros, mudará de patamar.
Ex-presidente do Tribunal de Justiça e desembargador prestes a se aposentar depois de 37 anos de serviços prestados ao Judiciário, José Aquino Flôres de Camargo se dedicará de corpo e alma ao comando da nova vice-presidência. O entorno do Beira-Rio está no topo das demandas. Ele pretende ouvir o Conselho e os sócios antes de definir com a direção o destino da área. A ideia é estabelecer discussões neste primeiro ano e encaminhar o projeto em 2018.
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Aquino avisa que, embora o alto valor imobiliário da área, a ideia é preservar espaços ao torcedor colorado. Conversamos por alguns minutos na última semana. No nosso bate-papo, o ex-presidente do TJ pontuou o aspecto social que se deve levar em conta na transformação do entorno do Beira-Rio. "Primeiro, os interesses do Inter não estão restritos à especulação imobiliária. Temos de ter em mente a tradição de responsabilidade social do clube", disse.
Aos 60 anos e com toda a vitalidade, a mesma que o faz ser um habilidoso meia nas peladas em Xangri-lá, José Aquino é um dos apoiadores do movimento Povo do Clube, de perfil jovem e grande novidade nesta renovação do Conselho (fez 43 cadeiras e, com as 14 da eleição de 2014, tem 57 conselheiros). Preservar espaços ao redor do Beira-Rio para o torcedor é uma das bandeiras do movimento.