Depósito em poupança supera saque, o que não ocorria desde dezembro de 2015
O volume de recursos que os investidores depositaram na poupança em novembro, já descontados os saques, somou R$ 1,881 bilhão, informou nesta terça-feira o Banco Central. Foi o primeiro mês de captação líquida para a poupança desde dezembro do ano passado. Em novembro de 2015, a poupança havia registrado saque líquido de R$ 1,303 bilhão e, em outubro deste ano, saída líquida de R$ 2,712 bilhões.
Em 2016, até o momento, em função da crise econômica, que faz as famílias recorrerem aos recursos da poupança para fechar as contas, foram verificados saques líquidos em todos os meses, com exceção de novembro: R$ 12,032 bilhões em janeiro, R$ 6,639 bilhões em fevereiro, R$ 5,380 bilhões em março, R$ 8,246 bilhões em abril, R$ 6,592 bilhões em maio, R$ 3,718 bilhões em junho, R$ 1,115 bilhão em julho, R$ 4,466 bilhões em agosto, R$ 2,352 bilhões em setembro e R$ 2,712 bilhões em outubro.
Leia mais
Risco de economia continuar fraca abre espaço para corte maior nos juros, diz BC
Brasil está cansado de medidas precipitadas, diz Meirelles
Produção industrial cai 1,1% em outubro, revela IBGE
No mês passado, de acordo com o BC, o total de aplicações foi de R$ 169,774 bilhões e o de saques de R$ 167,892 bilhões. O estoque do investimento na poupança está em R$ 650,260 bilhões, já considerando os rendimentos de R$ 4,039 bilhões de novembro.
O desempenho em novembro foi inflado pelo pagamento da primeira parcela do 13º salário, que é feito pelas empresas até o dia 30. Foi justamente o dia 30 de novembro que registrou o maior volume de recursos entrando na poupança: R$ 6,164 bilhões líquidos.
No acumulado do ano, porém, a deterioração da caderneta se dá por conta da piora do cenário econômico, com a alta da inflação e do aumento do desemprego. Além disso, outros investimentos se tornaram mais atrativos ao apresentarem rentabilidade maior. A remuneração da poupança é formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) — esse cálculo vale para quando a Selic (a taxa básica de juros) está acima de 8,5% ao ano. Atualmente, ela está em 13,75% ao ano.
Leia as últimas notícias de Economia
*Estadão Conteúdo
bilhões, já considerando os rendimentos de R$ 4,039 bilhões de novembro.O desempenho em novembro foi inflado pelo pagamento da primeira parcela do 13º salário, que é feito pelas empresas até o dia 30. Foi justamente o dia 30 de novembro que registrou o maior volume de recursos entrando na poupança: R$ 6,164 bilhões líquidos.
No acumulado do ano, porém, a deterioração da caderneta se dá por conta da piora do cenário econômico, com a alta da inflação e do aumento do desemprego. Além disso, outros investimentos se tornaram mais atrativos ao apresentarem rentabilidade maior. A remuneração da poupança é formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) — esse cálculo vale para quando a Selic (a taxa básica de juros) está acima de 8,5% ao ano. Atualmente, ela está em 13,75% ao ano.
Leia as últimas notícias de Economia
*Estadão Conteúdo