Sacrifício sob medida
O duro pacote de maldades do governo Sartori parece feito sob medida para atender às exigências do Ministério da Fazenda, que também vem impondo ajuste fiscal dos governadores. Não existe uma bula do ministro Henrique Meirelles a ser seguida, mesmo porque ele ainda está devendo o ajuste da União. Mas Estados com finanças no fundo do poço, como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, sabem o que têm que fazer na tentativa de reequilibrar as contas. A diminuição no tamanho da máquina é o primeiro passo. A equipe econômica de Temer tem dito que ajustes profundos nestes Estados servem de critério básico para qualquer nova ajuda federal. No passado, por mais de uma vez recursos federais socorreram Estados em crise. Poucos fizeram o dever de casa para evitar o pior. O RS se entregou às corporações, não reformou a Previdência, inchou a máquina pública. Pesado e ineficiente, deu de cara com a crise econômica. Agora, todos pagam o preço. Questionado sobre o que espera da reunião de hoje com Meirelles, o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, foi sincero:
- Qualquer ingresso substancial de recursos, mesmo que atrelado a resultados. Estamos fazendo nossa parte.
É fichinha
Foto: Valter Campanato / Agência BrasilTemer erra ao preservar o enrolado Geddel Vieira Lima (Secretaria Geral). Mas um conselheiro do Planalto justifica: o impacto da delação da Odebrecht, segundo ele, poderá ser tão devastador, que não vale a pena demitir um ministro agora. O caso de Geddel será fichinha.
Pé do ouvido
Foto: Marcelo Camargo / Agência BrasilAo final do almoço com ministros e integrantes do conselhão, no Palácio da Alvorada, o presidente Temer teve uma longa e reservada conversa com o novo ministro da Cultura, Roberto Freire. A ordem é acabar com as polêmicas envolvendo a pasta, inclusive aquelas sobre empreendimentos imobiliários.