Hora do pesadelo
A hipótese de uma vitória de Donald Trump na eleição presidencial americana de 8 de novembro mereceu análises apreensivas em duas das principais publicações britânicas nos últimos dias. Na edição de quinta-feira passada, um artigo na revista The Economist (¿ Presidente Trump? ¿) nota que, depois de liderar as pesquisas com folga até o início deste mês, a democrata Hillary Clinton detinha, no momento em que a edição circulou, vantagem de um mero ponto percentual.
Sem esconder o espanto com o avanço do republicano (¿Isso coloca um homem que apela por `imprevisibilidade¿ no uso de armas nucleares pelos Estados Unidos em um quase empate numa eleição presidencial daqui a seis semanas¿), a Economist fornece uma série de motivos para se evitar o pânico. Muitos levantamentos recentes que captam ascensão de Trump incluiriam mais eleitores autodefinidos como republicanos do que os anteriores. A campanha de Hillary é mais rica – seus arrecadadores captaram cinco vezes mais em doações – e nacionalmente estruturada e tem mais condições de ganhar votos no ¿corpo a corpo¿, recurso desacreditado pelo republicano. Ainda assim, Hillary é ¿a segunda candidata menos popular na história moderna¿. ¿A principal razão pela qual ela está na frente é que o senhor Trump é o primeiro¿, diz a Economist.
Na terça-feira, o colunista de economia Martin Wolf, do jornal Financial Times, dedicou a um eventual governo Trump um spoiler em forma de artigo: ¿ Como o Ocidente deve em breve ser perdido ¿. A vitória do homem do topete laranja, resume Wolf, equivaleria a uma ¿mudança de regime¿ mundial. ¿Longe de fazer a América grande de novo, seu governo poderia arruinar o mundo¿, prevê.