Mecanização nos pomares de maçã avança no RS
Dependentes de mão de obra braçal, produtores de maçã vêm aumentando a mecanização dos pomares. Depois das plataformas e tesouras elétricas para colheita, presentes em mais de 20% das propriedades brasileiras, começam a despontar projetos de muros vegetais. As plantas são cultivadas em formato mais fino, permitindo a poda 100% mecânica.
– As paredes vegetais serão a nova fronteira de trabalho da maçã no Brasil – destaca Pierre Nicolas Pérès, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM).
A substituição dos pomares por plantas mais finas será gradual, explica Pérès, já que são necessários cuidados específicos desde o primeiro ano de plantio.
– A mecanização vem aumentando ano a ano. A busca é por maior eficiência e redução de custos nos pomares – destaca o dirigente.
Com as plataformas e tesouras elétricas, exemplifica Pérès, uma pessoa substitui o trabalho de outras quatro que usam escada e tesoura normal na colheita. O Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor nacional de maçã, atrás apenas de Santa Catarina. Neste ano, por conta de problemas climáticos, a safra brasileira foi 26% menor em relação à do ano passado, ficando em aproximadamente 1,15 milhão de toneladas.
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