La Copa se Mira: esperem LDU e San Lorenzo diferentes ao nível do mar
Deu para ver a LDU. Na noite desta terça-feira, no Estádio Casa Blanca, os equatorianos venceram o San Lorenzo por 2 a 0 e mostraram a sua melhor versão. Ou seja, quando jogam nos 2,8 mil metros de altitude de Quito. É bem possível que a sua versão visitante, a que estará na Arena na quarta-feira da próxima semana, seja bem mais mansa.
Quanto ao San Lorenzo, mesmo com as dificuldades por jogar na altitude, mostrou algumas de suas virtudes. Mas foram poucas e pontuais. Em Buenos Aires ou em qualquer outra cidade ao nível do mar, trata-se de um time ofensivo e que joga em alta voltagem. O que esteve em Quito errou passes demais, ficou posicionado demais atrás e só levou perigo nos últimos 15 minutos, quando a LDU sentiu a falta de sequência de jogos – a estreia na Libertadores foi só a segunda partida oficial no ano. O segundo gol equatoriano, também de Morales, aliás, veio quando os argentinos se atiraram ao ataque.
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A seguir, veja alguns pontos observados dos próximos adversários do Grêmio na partida desta terça:
Os esquemas
A LDU usou um 3-5-2, com o argentino Benavides sendo o zagueiro de mais saída. O ala direito Quinteros é agudo, apoia muito e tem força. Vega é mais comedido, mas também vai bem à frente. O volante Hidalgo guarda mais posição. À frente dele, o esguio Cevallos, o uruguaio Brahian Alemán e Diego Morales foram uma linha ofensiva. Alemán organiza o jogo e Morales é quem se aproxima mais do centroavante Tenório, um típico camisa 9 de área.
O San Lorenzo tem uma defesa definida, com Buffarini, Angeleri, Caruzzo e Mas na linha de trás. À frente deles, Mussis, um cão de guarda. Do meio para a frente, tudo pode mudar. Em Quito, jogaram Cerutti aberto pela direita, Beluschi e Orftigoza pelo meio, centralizados, e Blanco, apagado no primeiro tempo, pela esquerda. Na frente, Cauteruccio ficou isolado. Mas Pablo Guede tem alernativas de qualidade, como Blandi e Barrientos, que entraram, além do veterano Romagnoli. Villalba e Matos, titulares com Edgardo Bauza, nem no banco ficaram.
Alemán e Morales
Brahian Alemán é uma estrela no futebol equatoriano. Percebe-se o respeito do time por ele. É o uruguaio quem bate todas as faltas e escanteios, e a bola passa sempre por ele. Alemán tem técnica, mas está fora de forma, é visível. O perigo na LDU, porém, é outro. Diego Morales, argentino, ex-Náutico, fez os dois gols e criou a maioria das jogadas dos equatorianos. Joga mais avançado, perto do centroavante, com liberdade para se movimentar.
Times copeiros
O árbitro uruguaio Jonhatan Fuentes precisou de mão firme. LDU e San Lorenzo fizeram um primeiro tempo com lances ríspidos e algumas pegadas mais fortes fora do lance. Ao final do primeiro tempo, uma conferência se formou ao seu redor. Primeiro, os equatorianos fizeram pressão. Depois, vieram os argentinos. Em seguida, todos juntos. O paraguaio Oritgoza, capitão do San Lorenzo, e o goleiro Domínguez, da LDU, quase saíram no tapa. Fica de alerta para o Grêmio.
Os ataques
Os equatorianos centram seu jogo em Tenório, 1m82cm e físico de lutador de MMA. Aos 36 anos, ele se desloca, cabeceia bem e bate de frente com os zagueiros. Teve quatro chances claras de gol. Mas saiu machucado no segundo tempo — e pelo jeito, foi lesão muscular. Pela sua reação, deve ser desfalque na Arena. O San Lorenzo, ontem, manteve Cauteruccio isolado na frente e apostou na velocidade de Cerutti, sempre perigoso, e Blanco. Quando esses dois cansaram, vieram Blandi e Barrientos. Pablo Guede tem nomes de sobra para o ataque.
Olho em Ortigoza
O capitão do San Lorenzo, mesmo gordinho, é quem descortina o jogo e faz a bola andar rápido. Pablo Guede começou o jogo do meio para a frente com o jovem Mussis à frente da área e uma linha com Cerutti, Beluschi, Ortigoza e Blanco diante dele. No segundo tempo, colocou Prósperi e deslocou o lateral-direito Buffarini no meio, para marcar Alemán. Com isso Ortigoza ficou mais livre para avançar. E apareceram mais seus passes precisos e a chegada à frente.
*ZHESPORTES