Tiago Simon: educação - desafios e caminhos para 2016
O ano letivo de 2016 começa com desafios relevantes a serem superados pelo Rio Grande do Sul na área da educação. A aprovação do Plano Estadual de Educação (PEE) pela Assembleia Legislativa, em 2015, instituiu 20 metas a serem concretizadas até 2024, sendo algumas com prazo de execução ao longo deste ano.
Uma delas está relacionada à educação infantil, cuja meta é universalizar a pré-escola para crianças de 4 a 5 anos. Segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), isso exigirá dos municípios a criação de mais de 86 mil vagas. No que se refere aos jovens de 15 a 17 anos, o objetivo é universalizar o atendimento escolar. Segundo dados de 2014, quase 20% dos adolescentes nessa faixa etária estão fora da sala de aula.
Os indicadores do Estado, como sabemos, não são dos mais animadores. Segundo avaliação da Prova Brasil de 2013, apenas 30% dos estudantes da rede pública do RS aprenderam o adequado em leitura e interpretação de texto ao final do 9º ano do Ensino Fundamental. E somente 14% aprenderam o adequado na competência de resolução de problemas matemáticos.
A educação é a base para o desenvolvimento, a inclusão, o crescimento econômico, a redução da violência e a preservação dos valores. Pensar em uma sociedade mais justa sem eleger a educação como prioridade é uma utopia. Tudo começa e depende da educação. E ela precisa ser fortalecida para despertar vocações e garantir a emancipação dos indivíduos.
Recentemente, em fevereiro, fui empossado presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia. A Comissão, entre outras atribuições, atua para auxiliar e acompanhar a execução do PEE. Por meio de parcerias com especialistas e principalmente contando com a participação das famílias, é possível construir um panorama mais favorável para a educação no Estado.
O conjunto de dados elencados demonstra a importância de aprofundar a elaboração de um diagnóstico sobre a situação da educação no Rio Grande do Sul e interligar este diagnóstico com a proposição de alternativas que indiquem caminhos que congreguem governo, sociedade e parlamento. Esse é um passo importante de valorização da educação, que é um grande fator de transformação social e base de uma sociedade.
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