Legado intelectual de Umberto Eco é assunto principal de homenagens póstumas
O mundo lamenta neste sábado a morte do escritor e filósofo Umberto Eco, um dos grandes intelectuais europeus e autor do conhecido livro O Nome da Rosa. Eco, de 84 anos, morreu em casa. O escritor, que vivia em Milão, há tempos lutava contra o câncer.
O chefe de governo italiano, Matteo Renzi, prestou homenagem Eco. "Era um exemplo extraordinário de intelectual europeu", declarou. "Ele soube aliar uma singular inteligência do passado a uma extrema capacidade de antecipar o futuro", acrescentou.
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O jornal italiano La Repubblica lembrou a influencia do livro O Nome da Rosa. "Umberto Eco teve uma presença importante na vida cultural italiana dos últimos 50 anos, mas seu nome permanecerá ligado, a nível internacional, ao extraordinário sucesso de seu romance O Nome da Rosa", publicou. "O mundo perde um dos homens mais importantes de sua cultura contemporânea".
Na imprensa internacional, o The Guardian definiu o escritor como "um sábio de grandiosa inteligência". Definindo as novelas do autor como espécies de "enciclopédias". "Elas combinavam influências culturais que abrangiam de T.S. Elliot à tirinhas do Charlie Brown".
O jornal espanhol El País chamou Eco de "o humanista total" e afirmou que o respeito pelo escritor na Itália era "praticamente unânime".
O escritor canadense Guy Gavriel Kay, entusiasta do romance histórico, expressou sua admiração por Eco.
Oh, damn. Umberto Eco was a multi-talented, genuinely interesting (and interested) human being. Wrote widely, and well. He¿ll be missed.
— Guy Gavriel Kay (@guygavrielkay) 20 fevereiro 2016
O quadrinista inglês Warren Ellis lamentou a morte de Eco.
Devastated. Umberto Eco, the giant, who changed my world more than once, has died. https://t.co/oQgiRNYSjl
— Warren Ellis (@warrenellis) 20 fevereiro 2016
No Brasil, o jornalista Jorge Pontual usou sua conta do Twitter para citar diversas frases do autor italiano:
"O computador não é uma máquina inteligente que ajuda as pessoas estúpidas mas uma máquina estúpida que só funciona na mão dos inteligentes"
— Jorge Pontual (@JorgePontual) 20 fevereiro 2016
"Os da geração de 68 pensavam que a revolução seria um café instantâneo", Umberto Eco
— Jorge Pontual (@JorgePontual) 20 fevereiro 2016
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