Energia solar reduz conta de luz e ainda garante vantagem no Imposto de Renda
Durante o período de declaração do Imposto de Renda (IR), é comum que contribuintes busquem reorganizar os gastos e ter maior controle sobre as finanças. Entre as dúvidas mais recorrentes está a relação entre investimentos em energia solar e possíveis benefícios na declaração.
A resposta é sim. Embora não seja tão evidente quanto despesas com educação e saúde, a energia solar pode gerar vantagens, ainda que de forma indireta. Isso ocorre porque a instalação de placas solares pode ser declarada como benfeitoria no imóvel. Na prática, isso permite ao contribuinte atualizar o valor do bem na declaração do Imposto de Renda, somando o custo do sistema ao valor original do imóvel.
A diferença acontece no momento da venda, pois o imposto sobre ganho de capital é calculado com base na diferença entre o valor de compra e o valor de venda do imóvel. Dessa forma, incluir o investimento em energia solar como benfeitoria reduz o lucro tributável e, por consequência, o imposto a ser pago.
Por exemplo, um imóvel adquirido por R$200 mil, que recebeu um investimento de R$40 mil em energia solar, passa a ter valor total de R$240 mil. Caso seja vendido por R$300 mil, o lucro considerado será de R$60 mil, e não de R$100 mil.
Economia na conta de luz e valorização
Além do possível impacto na tributação no momento da venda do imóvel, a energia solar também proporciona redução significativa na conta de luz e valorização do bem. Jefferson Bernardo, diretor operacional da New Focus Solar Energy, explica a estratégia imobiliária associada ao uso da tecnologia: “Ao incorporar um sistema fotovoltaico, o imóvel passa a ter maior atratividade de mercado, menor custo operacional e geração própria de energia, fatores que impactam diretamente no seu valor de revenda”.
Ele também destaca o efeito sobre o ganho de capital: “Além disso, é um investimento que pode ser incorporado ao custo do imóvel, contribuindo para a redução do ganho de capital e, consequentemente, do Imposto de Renda no momento da venda. Ou seja, é uma decisão que gera retorno em todas as etapas: durante o uso e também na realização do ativo”.
Períodos de seca trazem mais necessidade de energia solar
O cenário energético atual tem impulsionado a procura por energia solar. Isso ocorre porque a matriz energética brasileira ainda depende fortemente do setor hidrelétrico, o que torna a estiagem um fator determinante para a necessidade de diversificação das fontes de geração.
Fernando Siqueira explica: “A estiagem que estamos enfrentando hoje no Brasil, especialmente no Centro-Oeste, acende um alerta importante sobre a nossa dependência das hidrelétricas. Quando chove menos, a geração cai e o custo da energia sobe, o que impacta toda a cadeia produtiva.” Somado a isso, está o potencial solar de Goiás, considerado um dos maiores do país.
Apesar do cenário favorável, ainda há desafios para tirar projetos do papel, principalmente relacionados às limitações de conexão com a rede elétrica. O diretor ressalta: “O momento agora é de destravar esses projetos. A demanda por energia está crescendo, o custo está aumentando, e o sol continua sendo um recurso abundante e subutilizado.”
Ele também afirma que é necessário avançar em planejamento, investimento e soluções mais inteligentes para aproveitar esse potencial.
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