Centro-Oeste recebe 1º laboratório para análise de vinhos; três vinícolas de Goiás serão atendidas
Pela primeira vez, a Região Centro-Oeste passa a contar com um dos mais avançados laboratórios de análise de vinhos do país. Trata-se do Centro de Análises e Pesquisa da Vitivinicultura Brasileira, mantido pela Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin).
A estrutura foi inaugurada na terça-feira, 31, e integra um investimento superior a R$ 12 milhões, com aporte de aproximadamente R$ 4 milhões da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O início das atividades é previsto para junho de 2026, com a data anterior ao Expovitis Brasil, feira nacional de vinicultura. A expectativa é atender os 56 rótulos associados à Anprovin. Goiás conta com três vinícolas associadas: Casa Moura, de Nazário, Quartetto, de Águas Lindas, e Serra das Galés, em Paraúna. O laboratório também receberá as demandas espontâneas de outras vinícolas.
O laboratório realizará análises físico-químicas voltadas à certificação e ao controle de qualidade da produção vinícola. Entre os exames que serão realizados estão: análises cromatográficas, acompanhamento da maturação e exames de rotina para a segurança, para evitar a presença de metanol, por exemplo.
Segundo o diretor de relações institucionais da Anprovin, Ronaldo Triacca, a iniciativa busca resolver gargalos logísticos e ampliar o padrão de qualidade dos vinhos brasileiros. Atualmente, produtores do Centro-Oeste e do Sudeste dependem, em grande parte, de laboratórios localizados na Região Sul. “Às vezes, o produtor do Centro-Oeste ou Sudeste perde muito tempo enviando as análises para os laboratórios do Sul — e tempo é dinheiro”, afirmou.
De acordo com Triacca, o novo centro deve dar suporte à expansão da vitivinicultura fora do eixo tradicional e contribuir para a consolidação dos chamados vinhos de inverno. “Se você fizer uma degustação às cegas de um vinho brasileiro numa faixa, por exemplo, de R$ 200, com um vinho internacional de qualquer país, o vinho brasileiro não faz feio. Pelo contrário, na maioria das vezes, ele sai como o melhor dos dois.”
Entre os destaques, está a produção da uva Syrah na região do Distrito Federal e Entorno, apontada como uma das que apresentam altos índices de polifenóis (antioxidante). No Centro-Oeste, a atividade também avança em municípios goianos como Pirenópolis, Cocalzinho de Goiás, Cristalina e Corumbá de Goiás.
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