Estados Unidos se preparam para invadir o Irã por terra e mar
A guerra no Oriente Médio completa um mês e pode se intensificar ainda mais nos próximos dias. A chegada de milhares de soldados dos EUA à base americana no Catar é o prenúncio de uma invasão terrestre ao Irã, que poderá ter início a qualquer momento. Esta será a maior mobilização militar americana desde a guerra no Iraque, em 2003.
O Pentágono enviou para a região o grupamento 82nd Airborne, composto por cinco mil soldados, além de 3.500 fuzileiros navais a bordo do USS Tripoli, um navio de classe anfíbia preparado para missões de assalto, e outros milhares de paraquedistas. O Centro de Comando agora conta com um contingente de 56 mil militares à disposição.
Nos últimos anos, jornalistas que trabalham em Washington perceberam que, toda vez que o Pentágono prepara uma grande operação militar, os pedidos de pizza nos arredores do prédio do Departamento de Defesa, situado à beira do rio Potomac, aumentam consideravelmente. Na última quarta-feira, 25, o “Pentagon Pizza Index” disparou novamente. Antes do início dos ataques, há 30 dias, os pedidos para a Papa John’s, a pizzaria mais famosa da capital americana, subiram mais de 10 vezes. Desde a Guerra do Golfo, em 1990, o indicador de conflitos mais bizarro do mundo não erra.
Mas, desta vez, o alvo de Trump é Kharg Island, a ilha responsável por 90% da exportação de petróleo iraniano. Há uma semana, o presidente americano deu 48 horas para que a Guarda Revolucionária desobstruísse o Estreito de Hormuz, onde a ilha de Kharg está estrategicamente localizada, sob pena de enfrentar a destruição total das fontes energéticas do país. Logo depois, ele estendeu o prazo para cinco dias e anunciou que os dois lados negociavam um cessar-fogo, mas o regime negou qualquer contato. Trump, então, ampliou novamente o prazo e deu mais dez dias para uma resposta final do Irã.
No entanto, os ataques aéreos não foram interrompidos e o regime islâmico, a princípio, recusou a oferta de paz. Nesse meio tempo, os Estados Unidos movimentaram tropas, enviaram mais soldados para a região e anunciaram que o conflito não tem mais prazo para terminar.
A chegada das forças anfíbias faz parte da expansão da presença militar dos EUA na guerra com o Irã. Os fuzileiros navais dessa categoria são preparados para ações rápidas de tomar de assalto e ocupar áreas terrestres a partir do mar. São unidades tipicamente conhecidas pela agilidade em missões de ocupação militar de áreas costeiras.
O Pentágono considera enviar mais tropas, com pelo menos 10 mil soldados adicionais. A intenção é expandir as opções militares de Donald Trump enquanto ele ainda aguarda uma resposta do Irã. O reforço prevê o envio de unidades de infantaria, veículos blindados e outros equipamentos.
A movimentação militar do Centro de Comando nos arredores de Hormuz também é um recado aos países aliados dos Estados Unidos que se negaram a participar da operação de reabertura do estreito. Os americanos já disseram que isso vai acontecer com ou sem o apoio deles. A guerra continua…
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