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Morar no Centro: como Prefeitura de Goiânia pretende repovoar região e reverter décadas de esvaziamento

O centro de Goiânia já foi o coração da capital. Nas décadas de 1980, 1990 e 2000, a região central concentrava o comércio mais badalado, as opções de lazer preferidas da população e o principal ponto de encontro da cidade. Hoje, porém, quem circula na região percebe rapidamente que o cenário mudou.

Lojas fechadas, edifícios comerciais esvaziados e ruas com movimento reduzido, especialmente no período noturno, compõem uma paisagem que contrasta fortemente com o passado recente. Esse fenômeno, no entanto, não é exclusividade de Goiânia, capitais de todos os portes no Brasil enfrentam processos semelhantes de esvaziamento de suas áreas centrais, resultado de transformações econômicas, migração de serviços para bairros planejados e surgimento de novos polos comerciais.

Diante desse diagnóstico, a gestão do prefeito Sandro Mabel aposta no projeto “Morar no Centro” como estratégia para reverter o quadro. A iniciativa, que começa a ser formatada pela Prefeitura de Goiânia, propõe um modelo de subsídio público para aluguéis na região central.

Centro de Goiânia | Foto: Frederico Vaz/ Jornal Opção

Segundo o vereador de Goiânia, Romário Policarpo, comentou ao Jornal Opção, o programa deve viabilizar cerca de 3 mil contratos de locação em imóveis que atualmente estão vazios, com o poder público arcando com metade do valor do aluguel.

A expectativa é que o projeto de lei seja enviado à Câmara Municipal ainda neste mês de março, dando início a uma nova fase na tentativa de revitalização da área central.

O que prevê o programa e quem pode participar

Em entrevista ao Jornal Opção, a secretária municipal de Governo, Sabrina Garcez, detalhou os contornos que o programa vem assumindo na formatação final. “É um programa da Prefeitura para incentivar as pessoas a morarem no centro, independente do recorte de renda. A perspectiva do programa é ocupar imóveis que estão desocupados há mais de dois anos, para que a gente tenha uma melhor ocupação do centro”, explicou a secretária.

Segundo Garcez, o processo de seleção dos beneficiários ainda está sendo detalhado no texto legal, mas já há definições importantes sobre o funcionamento.

“Vai ter um critério de prioridade, então mulheres e idosos terão prioridade, mas o programa não tem esse recorte específico. E aí vai ser a pessoa estar interessada em alugar um imóvel lá e conseguir arcar com a outra metade do aluguel, porque a gente só vai arcar com metade”, esclareceu.

Sabrina Garcez | Foto: Divulgação

A secretária confirmou que o programa abrangerá tanto apartamentos quanto casas, e também prevê a possibilidade de adaptação de imóveis comerciais para uso residencial. “Quem tem imóvel lá e quiser transformar, às vezes alguém tem um hotel lá, uma ideia. Se a pessoa quiser transformar isso em habitação, mudar a tipologia, ela pode fazer isso para oferecer para o programa. O que a gente quer são pessoas morando no centro”, afirmou.

Sobre o cronograma, Garcez adiantou que “o projeto deve ser encaminhado no final do mês de março” e que a expectativa é de aprovação rápida. “O centro tem uma atenção especial de todos os vereadores. É um projeto muito bom, está dando benefício. O que a gente espera é que a maioria da Câmara aprove. A gente acredita que isso vai acontecer pelas próprias falas dos vereadores”, completou.

A secretária mencionou ainda outras iniciativas em estudo para complementar a estratégia de ocupação do centro. “O prefeito Sandro Mabel tem uma preocupação enorme com o centro. Então, já tem hoje o estudo sendo feito para as novas construções, incentivo para as incorporadoras construírem prédios lá. Tem também hoje o apoio que a prefeitura está dando ali para os comerciantes da Rua do Lazer, da Rua 8. Os moradores, os comerciantes, começaram aquilo lá sozinhos. Então, hoje a prefeitura entra para dar um apoio para potencializar aquele ambiente, que é um ambiente muito positivo”, destacou.

Vitalidade urbana e os desafios da ocupação

Para a arquiteta e urbanista Maria Ester de Souza, doutora em Geografia Urbana e professora da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), a proposta representa um acerto ao buscar o adensamento populacional como caminho para a revitalização.

“A iniciativa ajudaria a povoar o centro, que é o que faz com que ele volte a ter uma vida ativa, saudável. Quando não está tudo com esse aspecto esvaziado, você tem mais estímulo por parte de todo mundo, de quem é do bairro e de quem não é também, a conviver nesse local. Então, estimular as pessoas a se mudarem para o centro é muito bom”, avaliou.

A professora explica que o esvaziamento dos centros urbanos é um fenômeno recorrente nas metrópoles brasileiras e está associado a transformações na dinâmica econômica das cidades.

Maria Ester de Souza, durante entrevista ao Jornal Opção | Foto: Fernando Leite

“Por exemplo, um centro financeiro, uma instituição bancária, uma bolsa de valores. São lugares que às vezes não encontram espaço em determinado centro para funcionar. No momento em que esse centro financeiro se desloca, a população se desloca junto e o investimento público desloca junto. Então, para-se de fazer investimento na estrutura física desse lugar, como iluminação nova, varrição de rua, manutenção das calçadas e passa-se a fazer essa manutenção em outro local da cidade.”

A especialista contextualiza esse movimento em Goiânia. “Aqui em Goiânia isso aconteceu na direção, por exemplo, do Setor Oeste. Todo o sistema, os bancos foram ali para a Praça Tamandaré, os edifícios de apartamentos foram para lá, os restaurantes foram para lá, as academias foram para lá, e o centro ficou esvaziado”, pontuou.

Apesar de reconhecer os méritos da proposta, Maria Ester levanta questionamentos sobre a efetividade do modelo de subsídio direto ao aluguel. “Eu acho muito difícil ter um orçamento, se são três mil aluguéis, você teria três milhões de reais por mês, em um ano 36 milhões de reais. Eu acho que se for responsável, faz essas contas em outra direção. Se você mantiver o espaço público com 36 milhões de reais na área central, você atrai gente também de outras camadas. Tudo é possível”, ponderou.

Para a arquiteta, o investimento em infraestrutura urbana básica poderia ter um impacto mais duradouro. “Você pode reformar estruturas antigas, refazê-las. Custa caro, não é barato. Um prédio que tem 70 anos, por exemplo, o Grande Hotel, é um prédio difícil de você readaptar porque a reforma dele é cara. O mercado sempre quer aproveitar e ele vai querer um prédio de 40 andares, não vai querer um de dois pavimentos.”

Centro de Goiânia | Foto: Frederico Vaz/ Jornal Opção

Ela sugere que o programa poderia ter um recorte social mais claro. “No caso desses aluguéis, eu acho que perde-se a oportunidade, talvez, de fazer um programa de aluguel social que custaria mais barato e traria trabalhadores para vir para essa região. Você imagina quantas pessoas trabalham naquelas lojas da Avenida Anhanguera e que, se morassem ali, talvez melhorem a vida delas, né?”, questionou.

Maria Ester também aponta a necessidade de ações complementares que vão além da habitação. “É necessário manter a iluminação pública em dia, manter a coleta de lixo. A parte do que é público não é um mistério de fazer. Os espaços públicos mantidos com mobiliário, com atrações culturais, fazem a população vir para esse lugar”, afirmou.

A pesquisadora cita exemplos internacionais de revitalização que tiveram resultados positivos. Segundo ela, cidades como Medellín e Bogotá adotaram estratégias integradas. “Não é um movimento que você faz que resolve, é um conjunto de movimentos”, afirmou.

‘Lá eles trabalharam a mobilidade e a assistência social, colocando as pessoas em situação de vulnerabilidade para trabalhar com a prefeitura no centro e isso mudou completamente a paisagem do centro. Não adianta você levar a pessoa para morar e não tem iluminação, não tem energia, não vai adiantar.”

Ao comentar a situação atual do Centro de Goiânia, Maria Ester faz uma avaliação crítica. “Eu ando pelo centro e eu vejo os mesmos problemas. Calçada cheia de buraco, gente desrespeitando o código de trânsito”, disse. A pesquisadora também citou questões como iluminação precária, presença de pessoas em situação de rua e falta de políticas mais consistentes de assistência social. “Então, eu não vi uma melhoria até agora, não”, desabafou.

Setor produtivo vê com otimismo, mas cobra pacote de medidas

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL-GO), Valdir Ribeiro, classifica a iniciativa como promissora, mas ressalta que não pode ser a única ação em curso. ” O centro foi ficando um pouco sacrificado. Eu acho que a iniciativa de desenvolvimento social é uma parte importante, mas também precisa tentar pensar em mais além do que isso”, ponderou.

Para o dirigente, a administração municipal também precisa considerar o retorno de serviços públicos para a região central. Segundo Valdir Ribeiro, a proposta de repovoamento do centro não é nova e já vinha sendo debatida desde a gestão passada.

Valdir Ribeiro | Foto: CDL Goiânia

Para ele, além de incentivar a moradia, é fundamental recuperar a presença de órgãos e atividades que antes movimentavam a região. “Saíram daquela região: saiu a Assembleia, saiu o Fórum, saiu a Prefeitura. Então, são serviços que o pessoal busca no centro e que podem estar fora.”

Ribeiro também defende que a retomada desses equipamentos públicos pode ajudar a reaquecer a dinâmica urbana. “Voltar o serviço e voltar até a agenda social é importantíssimo”, concluiu.

Ribeiro também defende a revisão de tributos imobiliários como estímulo complementar. “Quando você faz um aluguel a uma pessoa que está em algum lugar e vai ter que pagar o IPTU do imóvel. São combinados os fatores. É uma ideia que vem diante e a gente espera que consiga.”

O presidente da FCDL-GO relembra com nostalgia o passado do centro e aponta a migração dos serviços como um dos grandes responsáveis pelo esvaziamento. “Eu cresci aqui, o cinema era sempre no centro. O comércio antigo começou ali pelo centro. Hoje a cidade cresceu muito e os grandes serviços estão indo para os bairros. Então, o comércio está indo para lá por causa da infraestrutura, para os bairros.”

Um dos pontos que mais preocupa o setor lojista é a questão do estacionamento. “Esse estacionamento ali ficou muito complicado. Se voltar o aumento do movimento, tem que pensar nessa questão.”

Ribeiro sugere que a instalação de uma subprefeitura poderia ajudar a movimentar a região. “Hoje você tem que atravessar a cidade lá para o outro lado. Então, ali naquele centro já facilita para muitas pessoas se movimentarem. Aí acaba atraindo os comércios. Você vai atrair uma lanchonete boa, um local onde as pessoas possam viver. Se você levar a população para morar também, ali é um local gostoso, um lugar calmo, tranquilo. É isso que tem que começar.”

O dirigente também defende incentivos específicos para os pontos comerciais. “Os pontos comerciais também teriam que ser feitos uma revisão de valores, porque se você tem um centro que é avaliado, o aluguel é muito caro, a locação é muito cara. Tem que pensar na questão dos pontos comerciais: ter valores menores para as pessoas poderem alugar, e também a questão do IPTU.”

Para Valdir Ribeiro, o momento exige um conjunto articulado de ações. “Não é somente a prefeitura colocar uma ajuda lá e falar que vai ficar tudo certo. Não é por isso. A gente precisa achar o meio que vai funcionar para todos os lados, para que todos tenham realmente o benefício”, concluiu.

Já o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac GO, Marcelo Baiocchi Carneiro, endossa a tese de que o adensamento populacional é condição indispensável para a retomada econômica da região. “Essa é a parte importante. Porque realmente o centro começa a ter a reocupação que a gente defende, a revitalização só existirá quando tiver gente no centro”, afirmou.

Baiocchi detalha os efeitos em cadeia que a ocupação residencial pode provocar na região central. Segundo ele, a presença de moradores tende a reativar o comércio e os serviços. “As pessoas precisam se alimentar – restaurantes, padarias -, pessoas precisam fazer compras – supermercados, mercearias -, elas precisam de livrarias, precisam de lazer, cinema, bares, e isso acaba fomentando a geração de novos empregos e renda”, afirmou. 

Marcelo Baiocchi Carneiro | Foto: Divulgação

Ele ressalta, no entanto, que esse movimento depende também de incentivos públicos. “São incentivos tributários, fiscais, e também incentivos de facilitação para as empresas se instalarem no centro. Com pessoas no centro, e esses incentivos, sem dúvida nenhuma, os negócios voltarão.”

O dirigente observa que o mercado imobiliário já começa a reagir às expectativas de mudança. “O fomento às residências no centro, o fomento das pessoas voltarem para o centro — e se for observado, há vários novos empreendimentos lançados em construção e em lançamento no centro. E isso é que vai trazer vida ao centro”, disse. 

Para Baiocchi, a política pública de moradia é o ponto de partida, mas não pode ser a única medida. “Precisamos incentivar as incorporadoras, as construtoras. E isso vai acontecer na hora que novos incentivos da ordem tributária, de facilitação da construção, ampliar o índice de ocupação no centro, onde tem toda a infraestrutura prontinha para usar.”

O presidente da Fecomércio lista outras ações necessárias. “E outras ações, como melhoria da segurança, melhoria da iluminação pública, melhoria do sistema de mobilidade urbana, melhoria do estacionamento com área azul.”

A visão de quem vive o centro no dia a dia

Enquanto gestores e especialistas debatem os rumos da política pública, são os trabalhadores e comerciantes que enfrentam diariamente os desafios da região central e nutrem esperanças de transformação.

Beatriz Vieira, gerente do Shopping dos Cosméticos na Avenida Anhanguera, trabalha no centro há dois anos e percebeu uma recuperação recente no movimento. “O movimento está bom esse mês, graças a Deus. Fevereiro foi ruim porque teve carnaval, então o povo emenda. Aí dá aquela queda. Fica bom no começo, depois cai. Mas agora está voltando com tudo”, relatou.

Beatriz Vieira | Foto: Frederico Vaz/ Jornal Opção

Ao ser questionada sobre o projeto de subsídio ao aluguel, Beatriz demonstrou entusiasmo. “Tem muitas lojas, não só a minha, mas todo tipo de produto que você encontra aqui no centro. Então, realmente, vai ser ótimo”, afirmou.

Sobre a evolução do movimento nos últimos anos, ela percebe melhora. “Ele encheu bastante. O pessoal abriu muitas lojas de utilidade, então está cheio.” A gerente também aponta o que precisa ser melhorado: “Além do trânsito, porque aqui por perto fica bem complicado, estacionamentos, e ajudar mais o comerciante local, tanto no marketing quanto em algum tipo de auxílio.”

Beatriz Vieira | Foto: Frederico Vaz/ Jornal Opção

A vendedora Anna Ketley Castro Gomes, de 19 anos, que trabalha na banca Xavier Case, apresenta uma visão marcada pela experiência cotidiana no Centro de Goiânia. Com cerca de três a quatro anos atuando na região, ela afirma perceber um processo crescente de esvaziamento da área. 

“Tem muita gente pra trabalhar, mas tem pouco lugar onde ficar, o centro só tem movimento com os ambulantes. E hoje em dia o povo tá tirando todo mundo da rua, então não tem como ninguém ficar mais”, desabafou.

Anna Ketley Castro Gomes | Foto: Frederico Vaz/ Jornal Opção

Ela lembra que a região já teve uma dinâmica comercial intensa, especialmente nas áreas próximas aos pontos de ônibus. “Eu, como moro aqui no centro há 17 anos, vejo como foi a trajetória. No centro tinha muitos comerciantes vendendo nos pontos e na avenida”, recordou. Hoje, segundo ela, essa realidade mudou completamente. 

Para ela, é preciso dar mais visibilidade à região. A vendedora lembra que locais emblemáticos ajudaram a construir a identidade da região. “O centro de Goiânia foi muito reconhecido pela Praça Cívica e pela questão da Avenida Goiás”, disse.

No entanto, ela afirma que problemas urbanos contribuíram para a deterioração da imagem do local. “A Avenida Goiás em si ficou muito mal falada pelo fato de ter muitos usuários de drogas por ali.” Além disso, a questão da limpeza urbana também aparece como um ponto de preocupação. Segundo Anna, a retirada de lixeiras agravou o problema. “Tiraram todas as lixeiras que tinham aqui na Anhanguera e na Goiás”, afirmou.

Ela reconhece, por outro lado, que algumas áreas ainda conseguem atrair público, como a região da chamada Rua do Lazer. “Os bares dão movimento no centro também, a rua do Lazer está lotada”, disse.

No entanto, aponta que a concentração de bares também gera problemas de limpeza. “Eles deixam muita sujeira. Passam aqui na segunda-feira limpando, só que em si, todo mundo vem para cá e vai sujando tudo”, relatou. Para ela, esse cenário também afasta visitantes. “Eu acho que o povo fica com isso também de não querer vir para o centro por causa da sujeira.”

Sobre a proposta de ampliar moradias na região central, Anna se mostra favorável, mas faz ressalvas. Ela afirma que muitas pessoas já vivem no centro, especialmente idosos. Ainda assim, acredita que novos empreendimentos residenciais poderiam trazer mais movimento e renovar o perfil da população local.

Anna Ketley Castro Gomes | Foto: Frederico Vaz/ Jornal Opção

“Eu acho que deveria sim colocar novas moradias aqui”, afirmou. Segundo ela, a construção de apartamentos poderia atrair moradores mais jovens. “Acho que daria um avanço melhor na questão da população mais jovem hoje em dia, que dá uma visibilidade maior para o centro”, concluiu.

Delson Martins, de 56 anos, vendedor da Casa Caiçara, carrega na memória as mudanças pelas quais a região central passou nas últimas décadas. Com 25 anos de trabalho no centro, ele testemunhou o auge e o declínio. 

Delson Martins | Foto: Frederico Vaz/ Jornal Opção

“Com o passar do tempo, a cidade foi crescendo e se expandindo. Em volta, a região metropolitana tomou muito cliente da gente do centro. Então, esperamos  que volte pelo menos na metade. Mas, realmente, baixou muito. O movimento caiu pra caramba. Mais ou menos de 2012 pra cá”, recordou.

Sobre o projeto “Morar no Centro”, Delson é otimista. “Espero que dê certo e aumente o movimento. Isso pode dar uma alavancada nas vendas”, avaliou.

Delson Martins | Foto: Frederico Vaz/ Jornal Opção

Quando questionado sobre as principais dificuldades enfrentadas atualmente, ele é direto: “É a pessoa em situação de rua. Atrapalha muito a segurança. Tomara que tenha uma melhora no policiamento”. Segundo ele, o fortalecimento da segurança pública e o aumento da população residente são medidas fundamentais para recuperar a vitalidade da região.

Ana Júlia Pinheiro da Silva, de 30 anos, vendedora da loja Milk Shake Mix, mora e trabalha no centro há pouco mais de um ano e também já percebeu mudanças no período. “Em relação ao ano passado para cá, o movimento caiu bastante. Nossas vendas despencaram também muito por conta do movimento.”

Ana Júlia Pinheiro da Silva | Foto: Frederico Vaz/ Jornal Opção

Apesar das dificuldades, ela acredita que incentivar a moradia no centro pode ajudar a reverter o cenário. Segundo ela, grande parte das pessoas que frequentam a região apenas trabalha ou estuda ali, sem permanecer por muito tempo. “Eu acho que, vindo morar aqui, a movimentação aumenta mais.”

Ana Júlia Pinheiro da Silva | Foto: Frederico Vaz/ Jornal Opção

No entanto, a vendedora também aponta desafios que precisam ser enfrentados paralelamente, como a presença de pessoas em situação de rua, que vêm afetando a sensação de segurança. “À noite eu evito sair de casa, justamente por conta da quantidade de pessoas em situação de rua que tem.”

Ana Júlia também relaciona a situação à questão da limpeza urbana. “Eles mexem muito em lixo”, explicou. Segundo ela, isso gera sujeira e mau cheiro em áreas residenciais. “Eles vão lá, abre, rasga, fica aquele mau cheiro, fica sujeira.”

Para ela, o reforço no policiamento também seria fundamental. “A polícia passa de vez em quando. Mas não é aquele patrulhamento de rotina”, disse. Segundo a vendedora, um patrulhamento mais frequente poderia melhorar a sensação de segurança. 

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