Добавить новость
World News in Portuguese





160*600

Новости сегодня на DirectAdvert

Новости сегодня от Adwile

Актуальные новости сегодня от ValueImpression.com


Опубликовать свою новость бесплатно - сейчас


Da nanotecnologia ao combate ao câncer: universidades públicas colocam Goiás na linha de frente da pesquisa em saúde

Nos últimos meses, a ciência voltou ao centro do debate público no Brasil. A repercussão nacional das pesquisas conduzidas pela neurocientista Tatiana Sampaio, associadas a avanços promissores no tratamento de lesões neurológicas e na recuperação de movimentos, despertou novamente a atenção da sociedade para o papel da pesquisa científica. O interesse popular, que muitas vezes se mantém distante dos laboratórios universitários, voltou a se concentrar em uma pergunta essencial: como a ciência produzida nas universidades pode transformar vidas.

Esse novo olhar sobre a pesquisa científica abre uma oportunidade rara para ampliar a divulgação do conhecimento produzido no país — especialmente em estados que possuem instituições públicas fortes e uma produção científica consistente. Em Goiás, esse cenário é representado por três grandes centros de ensino e pesquisa: a Universidade Federal de Goiás (UFG), o Instituto Federal de Goiás (IFG) e a Universidade Estadual de Goiás (UEG), universidades que desenvolvem estudos capazes de impactar diretamente a saúde da população.

Das pesquisas com nanotecnologia aplicada ao tratamento de doenças às iniciativas de diagnóstico precoce de câncer, passando por projetos de saúde mental, doenças tropicais e inovação tecnológica no Sistema Único de Saúde (SUS), essas instituições vêm construindo um ecossistema científico que ultrapassa os muros da universidade e chega à vida cotidiana da sociedade.

Universidade Federal de Goiás (UFG)

Nas últimas décadas, a UFG consolidou-se como um dos principais polos de produção científica em saúde no Brasil. Da nanotecnologia aplicada ao tratamento de tumores até projetos de diagnóstico precoce de doenças e pesquisas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), a universidade reúne iniciativas que conectam ciência, assistência hospitalar e formação de profissionais.

O protagonismo da instituição ficou evidente recentemente no resultado do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), edital voltado ao financiamento de estudos estratégicos para a saúde pública. Pesquisadores da universidade foram responsáveis por 26 dos 34 projetos aprovados, cerca de 76% das propostas selecionadas, o que representa aproximadamente R$ 2,9 milhões em recursos para pesquisas conduzidas na instituição.

Segundo a reitora da universidade, Sandramara Matias Chaves, o resultado reflete o papel central das universidades públicas na produção de conhecimento científico e no enfrentamento de desafios da sociedade. “As universidades no país são as maiores produtoras de conhecimento e pesquisa nas diferentes áreas. Elas têm um papel extremamente relevante e são capazes de apresentar soluções para as demandas da sociedade”, afirma.

Da nanotecnologia ao diagnóstico precoce

Entre os avanços científicos desenvolvidos na universidade estão pesquisas consideradas de ponta na área da medicina. Um dos exemplos é a criação de nanopartículas teranósticas, capazes de realizar diagnóstico e tratamento simultâneo de tumores. A tecnologia utiliza propriedades magnéticas para identificar células cancerígenas em exames de imagem e, ao mesmo tempo, tratá-las por meio de hipertermia localizada.

Outra linha de investigação envolve a nanomedicina aplicada ao tratamento de intoxicações e overdoses, desenvolvida no laboratório FarmaTec da universidade em parceria com empresas farmacêuticas.

A instituição também se tornou conhecida internacionalmente por pesquisas inovadoras em diagnóstico precoce de doenças. Um exemplo é o chamado cerumenograma, método que utiliza a cera de ouvido para identificar biomarcadores associados ao câncer e outras doenças de forma simples e não invasiva.

Além disso, pesquisadores da universidade desenvolvem testes genéticos voltados à identificação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, associados ao câncer de mama e ovário. O exame é realizado em parceria com o governo estadual e atende mulheres com histórico familiar da doença.

Há ainda pesquisas voltadas à segurança alimentar, como o desenvolvimento de testes rápidos para detecção da bactéria Listeria monocytogenes em alimentos, tecnologia criada por cientistas do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública.

Ciência dentro do hospital

Grande parte dessas pesquisas tem impacto direto no atendimento à população por meio do Hospital das Clínicas da UFG, um dos maiores hospitais universitários do Centro-Oeste.

Recentemente, um mutirão promovido pela instituição realizou mais de três mil procedimentos em um único dia, contribuindo para reduzir filas do SUS e ampliar o acesso da população a tratamentos especializados.

Outro exemplo de impacto direto é o trabalho do Centro de Referência em Oftalmologia (Cerof), que retomou a captação de córneas no estado de Goiás, ampliando as possibilidades de transplantes.

Além disso, o hospital também desenvolve ações permanentes de prevenção e tratamento de doenças, como programas de orientação sobre HIV e acompanhamento clínico de pacientes.

Para a reitora da UFG, a integração entre ensino, pesquisa e extensão permite que os resultados científicos cheguem efetivamente à sociedade.

“Quando analisamos a universidade do ponto de vista do ensino, da pesquisa e da extensão, percebemos que ela se coloca como uma instituição fundamental para desenvolver ações que impactam diretamente a população”, afirma Sandramara.

Sandramara Matias é a nova reitora da UFG | Foto: Jornal Opção

Pesquisa contra doenças tropicais

A universidade também desenvolve estudos voltados a doenças infecciosas e tropicais que ainda representam desafios para a saúde pública.

Entre eles está um projeto internacional que investiga a resistência de mosquitos transmissores da malária aos inseticidas, fenômeno que pode comprometer estratégias de controle da doença em regiões endêmicas.

Outro exemplo é o Projeto UniChagas, que busca ampliar o acesso ao diagnóstico e à informação sobre a doença de Chagas, por meio de ações educativas e testes realizados em parceria com serviços de saúde.

Saúde mental como prioridade

Além das pesquisas biomédicas, a universidade também tem ampliado iniciativas voltadas à saúde mental.

A instituição mantém o programa Saudavelmente, voltado ao acompanhamento psicológico da comunidade acadêmica, além do atendimento oferecido pelo Centro de Psicologia da UFG, que também recebe pacientes da população.

A reitoria também pretende fortalecer o programa Universidade Promotora de Saúde, com foco especial no enfrentamento dos transtornos mentais, cada vez mais presentes na sociedade contemporânea.

“Hoje precisamos nos atentar muito às doenças relacionadas à saúde mental. Esse é um tema que exige atenção tanto da universidade quanto da sociedade como um todo”, destaca a reitora.

Formação de profissionais para o SUS

Outro papel central da universidade está na formação de profissionais de saúde.

O curso de Medicina da instituição tem obtido avaliações máximas em exames nacionais e avaliações do Ministério da Educação, resultado que, segundo a reitora, reflete o compromisso da universidade com uma formação científica e humanizada.

“Precisamos formar profissionais competentes do ponto de vista científico, mas também cidadãos capazes de atuar com sensibilidade e acolhimento no cuidado com as pessoas”, afirma Sandramara.

O desafio do financiamento científico

Apesar dos avanços, a continuidade dessas pesquisas depende de financiamento público. Segundo a reitora, o orçamento das universidades cobre principalmente despesas administrativas e operacionais, enquanto grande parte dos projetos científicos depende de recursos de agências de fomento.

“Os pesquisadores trabalham muito com órgãos de fomento, porque o orçamento das universidades cobre basicamente as despesas cotidianas. Por isso é fundamental ampliar o investimento em ciência e tecnologia”, afirma.

Para o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da universidade, Wendell Karlos Tomazelli Coltro, o investimento em ciência é essencial para garantir avanços tecnológicos e melhorias na saúde pública.

“O investimento em pesquisa retorna diretamente para a sociedade. Quanto mais se investe em ciência, maior é o impacto positivo para a população”, afirma o pesquisador.

Wendell Coltro: “Petrobras Inventor Award crowns the intense work of the team” | Foto: UFG

“Nesses primeiros meses de gestão, percebemos que a UFG é um verdadeiro polo de referência nacional e internacional em pesquisa na área da saúde, com grupos altamente qualificados desenvolvendo tecnologias, métodos de diagnóstico e soluções que podem impactar diretamente a qualidade de vida da população”, destacou Wendell.

Traduzir a ciência para a sociedade

Além do financiamento, outro desafio apontado pela reitoria é tornar a produção científica mais acessível ao público.

Para Sandramara, a divulgação científica é essencial para aproximar a sociedade das pesquisas desenvolvidas nas universidades.

“Uma coisa é a linguagem científica própria da área. Outra é traduzir esse conhecimento de forma que a sociedade possa compreender o que a universidade produz e como isso beneficia a população”, afirma.

Conhecimento que transforma vidas

Dos laboratórios de nanotecnologia aos hospitais universitários, passando por projetos de extensão e formação profissional, a atuação da universidade revela como a ciência produzida nas instituições públicas pode transformar a vida das pessoas.

Em um cenário em que desafios sanitários e sociais se tornam cada vez mais complexos, o trabalho desenvolvido por pesquisadores, estudantes e profissionais da universidade reforça o papel da ciência como ferramenta fundamental para promover saúde, inovação e desenvolvimento.

Universidade Estadual de Goiás

Ao longo das últimas duas décadas, a UEG tem consolidado um papel estratégico na produção de conhecimento científico e na formação de profissionais da saúde no estado. Mais do que um centro de ensino superior, a universidade se tornou um espaço de geração de soluções para problemas concretos da sociedade — da reabilitação de crianças prematuras à investigação de poluentes na água que abastece cidades goianas.

Essa produção científica se articula com programas de extensão, serviços gratuitos à população e parcerias com o Sistema Único de Saúde (SUS), criando um ciclo em que o conhecimento acadêmico retorna à sociedade em forma de atendimento, inovação e políticas públicas.

Para o reitor da instituição, Antonio Cruvinel Borges Neto, o modelo da universidade se baseia exatamente nessa integração entre pesquisa, ensino e impacto social.

“Nós temos como característica uma universidade do filho do trabalhador. A maioria dos nossos alunos trabalha, estuda à noite e leva esse conhecimento para a sociedade. A pesquisa se desenvolve, é validada pela ciência e, por meio da extensão, chega à população”, afirma o reitor.

Reitor da UEG, Antonio Cruvinel | Foto: Guilherme Alves/ Jornal Opção

Produzir ciência com recursos limitados

Apesar das limitações comuns às universidades públicas, a UEG ampliou significativamente sua capacidade institucional nos últimos anos.

Segundo o reitor, o orçamento da universidade praticamente dobrou desde 2021, passando de cerca de R$ 234 milhões para aproximadamente R$ 530 milhões, o que permitiu ampliar pesquisas, infraestrutura e formação acadêmica.

Ainda assim, a lógica da instituição continua sendo a de produzir ciência com forte vínculo social, muitas vezes com recursos limitados. “A universidade produz muito com poucos recursos. Claro que mais investimento seria sempre bem-vindo, mas conseguimos avançar bastante nos últimos anos”, afirma Cruvinel.

Pesquisa aplicada à saúde pública

Grande parte da produção científica da universidade está diretamente relacionada a desafios da saúde pública.

Na área de fisioterapia pediátrica, por exemplo, pesquisas coordenadas pela professora Cibelle Kayenne Martins Roberto Formiga investigam o desenvolvimento motor de bebês prematuros, intervenções precoces em crianças com atraso no desenvolvimento e tecnologias assistivas de baixo custo.

Ao longo de duas décadas, projetos coordenados pela pesquisadora captaram cerca de R$ 1,09 milhão em recursos de agências de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG).

Essas pesquisas resultaram em protocolos de avaliação precoce do desenvolvimento infantil e programas de acompanhamento de bebês em situação de risco, desenvolvidos em parceria com hospitais públicos.

Um exemplo é o Programa de Follow-up do Bebê de Risco, realizado em parceria com o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, que acompanha bebês prematuros ou recém-nascidos com fatores de risco para alterações no desenvolvimento.

O programa realiza monitoramento clínico, orientação às famílias e encaminhamento precoce para tratamentos terapêuticos, contribuindo para melhorar a qualidade de vida das crianças e prevenir sequelas futuras.

Do Cerrado à nanotecnologia

Além das pesquisas clínicas, a universidade também desenvolve investigações de alta complexidade científica.

Entre elas está um projeto que utiliza nanotecnologia verde — área da química que busca substituir reagentes tóxicos por insumos naturais — para criar soluções contra bactérias resistentes e desenvolver tecnologias aplicadas à saúde e à agricultura.

Outra linha de pesquisa envolve o aproveitamento de resíduos agroindustriais de frutos do Cerrado para a produção de medicamentos, alimentos e cosméticos.

Também há pesquisas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias para auxiliar cirurgias oncológicas, como sondas fluorescentes capazes de delimitar tumores durante procedimentos cirúrgicos de câncer de mama, tornando as intervenções mais precisas e menos invasivas.

Saúde ambiental e qualidade da água

A relação entre meio ambiente e saúde pública também é uma área de destaque nas pesquisas da universidade.

Um projeto conduzido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) investiga a presença de micro-poluentes emergentes em águas de Goiás e São Paulo, como pesticidas e resíduos farmacêuticos.

O estudo analisa a persistência dessas substâncias em rios, seus processos de degradação e métodos sustentáveis de remoção.

Outra frente de pesquisa envolve o monitoramento da qualidade ambiental do Rio Meia Ponte e do Rio Araguaia, incluindo estudos sobre microplásticos e contaminantes que podem afetar a saúde das populações ribeirinhas.

Segundo o reitor, iniciativas desse tipo ajudam a orientar decisões de gestão ambiental e políticas públicas.

“Esses estudos permitem compreender melhor a qualidade da água e apontar caminhos para melhorar a saúde das populações que vivem próximas aos rios”, afirma Cruvinel.

Saúde mental e desafios contemporâneos

A universidade também participa de pesquisas nacionais voltadas à saúde mental, um dos desafios mais urgentes da sociedade contemporânea. O projeto busca mapear o impacto de transtornos psicológicos em diferentes faixas da população e identificar grupos mais vulneráveis.

“Hoje temos uma verdadeira epidemia de problemas de saúde mental. O objetivo da pesquisa é identificar quem está mais vulnerável e oferecer subsídios para políticas públicas mais eficazes”, explica o reitor.

Os estudos envolvem universidades de diferentes regiões do país e analisam fatores como ansiedade, depressão e impactos psicológicos associados a mudanças sociais recentes, incluindo o período pós-pandemia.

Extensão universitária: ciência que chega à comunidade

Se a pesquisa produz conhecimento, a extensão universitária é o caminho que leva esse conhecimento até a população.

Atualmente, a UEG mantém cerca de 500 projetos de extensão em diferentes áreas, que envolvem estudantes, professores e comunidades locais.

Entre eles estão programas de promoção da saúde, acompanhamento de gestantes, atividades físicas para idosos, inclusão esportiva para pessoas com deficiência e ações educativas em saúde.

Esses projetos atendem diretamente milhares de pessoas em diferentes municípios do estado.

Ciência contra a desinformação

Em um cenário global marcado por desinformação e disseminação de conteúdos falsos, o reitor destaca o papel da ciência como ferramenta essencial para orientar decisões públicas e combater a circulação de informações sem base científica.

Para ele, a metodologia científica continua sendo o instrumento mais seguro que a sociedade possui para enfrentar desafios globais.

“A ciência é o caminho que a humanidade encontrou para avançar. Um pesquisador não fala da boca para fora. Ele fala quando o método foi validado, quando as evidências estão comprovadas”, afirma Cruvinel.

Ele lembra que o desenvolvimento rápido das vacinas contra a Covid-19 foi possível justamente graças à mobilização de universidades e centros de pesquisa em todo o mundo.

“A pandemia mostrou que, quando a ciência se mobiliza, conseguimos respostas rápidas para problemas complexos”, afirma.

A ciência feita no interior

Uma característica particular da UEG é a presença forte no interior do estado. Com unidades universitárias espalhadas por diferentes regiões de Goiás, a instituição busca descentralizar a produção científica e integrar comunidades locais às pesquisas.

Para o reitor, esse modelo permite que as demandas regionais orientem as agendas científicas. “Nossas pesquisas não estão restritas à capital. O interior também participa da produção científica e colhe os frutos desse conhecimento”, afirma.

Conhecimento que retorna à sociedade

O conjunto dessas iniciativas mostra como a pesquisa universitária pode gerar impacto concreto na vida das pessoas.

Seja no acompanhamento de bebês prematuros, na investigação da qualidade da água, no estudo da saúde mental ou no desenvolvimento de novas tecnologias médicas, a produção científica da UEG revela uma universidade que busca dialogar diretamente com as necessidades da sociedade.

Em um estado marcado pela diversidade ambiental e social, a ciência produzida em Goiás tem se mostrado um instrumento fundamental para compreender problemas locais e construir soluções com impacto regional — e, muitas vezes, nacional.

Instituto Federal de Goiás

Nas últimas duas décadas, o IFG consolidou um papel cada vez mais relevante na produção de conhecimento científico e tecnológico voltado à saúde pública e ao desenvolvimento social. Integrante da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, a instituição ampliou sua atuação em pesquisa, inovação e extensão, aproximando laboratórios, salas de aula e serviços públicos de saúde.

Hoje, o instituto reúne grupos de pesquisa, laboratórios e projetos que investigam desde promoção da saúde e epidemiologia até biotecnologia, nutrição e tecnologias aplicadas à reabilitação clínica. Mais do que produzir conhecimento acadêmico, o objetivo é transformar a ciência em ferramentas capazes de responder a desafios concretos da sociedade.

Segundo a reitora do IFG, professora Dra. Oneida Cristina Irigon, esse crescimento acompanha a própria expansão da rede federal de educação tecnológica no país.

“A pesquisa científica no Instituto Federal de Goiás cresceu de forma significativa nas últimas duas décadas. Hoje temos grupos de pesquisa consolidados, laboratórios e pesquisadores que desenvolvem investigações relevantes nas áreas de promoção da saúde, biotecnologia, nutrição, epidemiologia e tecnologias aplicadas à saúde”, afirma.

Atualmente, somente no ano-base de 2025, o IFG mantém 31 projetos de pesquisa em execução na área da saúde, muitos deles com participação de estudantes em programas de iniciação científica.

Pesquisa conectada ao Sistema Único de Saúde

Um dos diferenciais das pesquisas desenvolvidas no IFG é a integração direta com o SUS, permitindo que os estudos científicos dialoguem com as necessidades reais do sistema público de saúde.

Um exemplo é o projeto coordenado pela professora Patrícia Carvalho de Oliveira, contemplado em chamada nacional do CNPq. A pesquisa investiga a prevalência e os fatores associados às feridas de difícil cicatrização em pessoas com múltiplas comorbidades, propondo estratégias de cuidado baseadas na ferramenta clínica TIMERS.

O projeto conta com financiamento superior a R$ 1,4 milhão e é desenvolvido em parceria com o SUS, fortalecendo a articulação entre pesquisa científica e prática assistencial.

Outra iniciativa relevante é o projeto UBS Digital, que estuda a implementação de soluções de telessaúde e integração tecnológica na rede pública. A proposta busca ampliar a eficiência do atendimento e facilitar o acesso da população aos serviços de saúde.

Essa aproximação entre ciência e atendimento público também ocorre na própria estrutura da instituição. Atualmente, uma Unidade Básica de Saúde funciona dentro de um dos campi do IFG, permitindo que atividades de ensino, pesquisa e extensão sejam desenvolvidas em diálogo direto com a realidade do atendimento à população.

Ciência que se transforma em inovação

Além da produção científica, o IFG também investe na transformação do conhecimento em inovação tecnológica.

A instituição possui atualmente duas patentes de invenção e dois registros de programas de computador, relacionados ao desenvolvimento de tecnologias com potencial de aplicação em diferentes áreas, incluindo a saúde.

Entre os exemplos está um dispositivo eletrônico portátil para medição do tempo de reação e avaliação da reabilitação neuromotora, que pode contribuir para o acompanhamento de pacientes em processos de recuperação clínica.

Também há pesquisas voltadas à área de alimentação e nutrição, incluindo o desenvolvimento de produtos alimentares nutricionalmente fortificados, voltados à promoção da saúde e à segurança alimentar.

Para a reitora, esse tipo de iniciativa demonstra como a pesquisa científica pode gerar soluções concretas para desafios sociais.

“Essas iniciativas mostram o potencial da ciência produzida nas instituições públicas para gerar inovação e contribuir diretamente com a melhoria das condições de vida da população”, afirma.

Oneida Cristina Irigon | Foto: Divulgação/IFG

Extensão universitária: ciência perto da comunidade

Se a pesquisa produz conhecimento, a extensão é o caminho que leva esse conhecimento até a sociedade.

Nos diferentes campi do IFG, projetos de extensão na área da saúde atendem comunidades, promovem educação em saúde e estimulam práticas de bem-estar e prevenção de doenças.

Entre as iniciativas estão programas de atividade física e qualidade de vida, como o “Mexa-se”, desenvolvido no câmpus Anápolis, que oferece práticas corporais orientadas para jovens e adultos da comunidade.

Outro exemplo é o Basquetebol sem Limites, projeto que promove inclusão social por meio do esporte, e o Inverta IFG, que oferece aulas de yoga e acroyoga voltadas especialmente a pessoas com ansiedade ou depressão.

Há também iniciativas voltadas à alimentação saudável, como o programa “Minha marmita, nossa saúde”, que desenvolve ações educativas sobre nutrição, segurança alimentar e cultura alimentar regional, envolvendo agricultores familiares, estudantes e trabalhadores informais.

Outra ação relevante é o curso de formação de doulas, ofertado no câmpus Águas Lindas, que capacita mulheres para oferecer apoio físico e emocional a gestantes durante o pré-natal, parto e puerpério, contribuindo para a humanização da assistência materna.

Também fazem parte das iniciativas projetos de arteterapia com adolescentes em situação de vulnerabilidade social, cursos de cuidadora de idosos, programas de monitoramento laboratorial para prevenção de doenças crônicas e ações voltadas à inclusão de pessoas surdas nos serviços de saúde por meio da capacitação em Libras.

Formação de novos cientistas

Outro impacto importante da pesquisa no IFG está na formação de estudantes pesquisadores.

Ao participarem de projetos científicos desde a graduação e o ensino técnico, estudantes têm contato direto com métodos de investigação científica, produção acadêmica e desenvolvimento tecnológico.

Para a reitora, essa experiência contribui para formar profissionais qualificados e cidadãos capazes de contribuir com o desenvolvimento científico e social do país.

“Ao participarem de projetos científicos, os estudantes se formam não apenas como profissionais qualificados, mas como cidadãos capazes de contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e social do Brasil”, afirma.

Ciência pública como investimento no futuro

Para os próximos anos, a perspectiva da instituição é ampliar ainda mais sua atuação científica na área da saúde.

Entre as prioridades estão o fortalecimento de grupos de pesquisa, a ampliação da pós-graduação, o aumento da participação de estudantes em projetos científicos e a intensificação das parcerias com universidades, centros de pesquisa e o próprio SUS.

Segundo a reitora, fortalecer a ciência nas instituições públicas é essencial para enfrentar desafios sociais e sanitários.

“Fortalecer a pesquisa científica nas instituições públicas é fortalecer a capacidade do país de enfrentar desafios sociais, sanitários e tecnológicos. Ciência pública é investimento no futuro da sociedade”, afirma.

O post Da nanotecnologia ao combate ao câncer: universidades públicas colocam Goiás na linha de frente da pesquisa em saúde apareceu primeiro em Jornal Opção.



Загрузка...

Читайте на сайте

Другие проекты от 123ru.net








































Другие популярные новости дня сегодня


123ru.net — быстрее, чем Я..., самые свежие и актуальные новости Вашего города — каждый день, каждый час с ежеминутным обновлением! Мгновенная публикация на языке оригинала, без модерации и без купюр в разделе Пользователи сайта 123ru.net.

Как добавить свои новости в наши трансляции? Очень просто. Достаточно отправить заявку на наш электронный адрес mail@29ru.net с указанием адреса Вашей ленты новостей в формате RSS или подать заявку на включение Вашего сайта в наш каталог через форму. После модерации заявки в течении 24 часов Ваша лента новостей начнёт транслироваться в разделе Вашего города. Все новости в нашей ленте новостей отсортированы поминутно по времени публикации, которое указано напротив каждой новости справа также как и прямая ссылка на источник информации. Если у Вас есть интересные фото Вашего города или других населённых пунктов Вашего региона мы также готовы опубликовать их в разделе Вашего города в нашем каталоге региональных сайтов, который на сегодняшний день является самым большим региональным ресурсом, охватывающим все города не только России и Украины, но ещё и Белоруссии и Абхазии. Прислать фото можно здесь. Оперативно разместить свою новость в Вашем городе можно самостоятельно через форму.



Новости 24/7 Все города России




Загрузка...


Топ 10 новостей последнего часа






Персональные новости

123ru.net — ежедневник главных новостей Вашего города и Вашего региона. 123ru.net - новости в деталях, свежий, незамыленный образ событий дня, аналитика минувших событий, прогнозы на будущее и непредвзятый взгляд на настоящее, как всегда, оперативно, честно, без купюр и цензуры каждый час, семь дней в неделю, 24 часа в сутки. Ещё больше местных городских новостей Вашего города — на порталах News-Life.pro и News24.pro. Полная лента региональных новостей на этот час — здесь. Самые свежие и популярные публикации событий в России и в мире сегодня - в ТОП-100 и на сайте Russia24.pro. С 2017 года проект 123ru.net стал мультиязычным и расширил свою аудиторию в мировом пространстве. Теперь нас читает не только русскоязычная аудитория и жители бывшего СССР, но и весь современный мир. 123ru.net - мир новостей без границ и цензуры в режиме реального времени. Каждую минуту - 123 самые горячие новости из городов и регионов. С нами Вы никогда не пропустите главное. А самым главным во все века остаётся "время" - наше и Ваше (у каждого - оно своё). Время - бесценно! Берегите и цените время. Здесь и сейчас — знакомства на 123ru.net. . Разместить свою новость локально в любом городе (и даже, на любом языке мира) можно ежесекундно (совершенно бесплатно) с мгновенной публикацией (без цензуры и модерации) самостоятельно - здесь.



Загрузка...

Загрузка...

Экология в России и мире




Путин в России и мире

Лукашенко в Беларуси и мире



123ru.netмеждународная интерактивная информационная сеть (ежеминутные новости с ежедневным интелектуальным архивом). Только у нас — все главные новости дня без политической цензуры. "123 Новости" — абсолютно все точки зрения, трезвая аналитика, цивилизованные споры и обсуждения без взаимных обвинений и оскорблений. Помните, что не у всех точка зрения совпадает с Вашей. Уважайте мнение других, даже если Вы отстаиваете свой взгляд и свою позицию. Smi24.net — облегчённая версия старейшего обозревателя новостей 123ru.net.

Мы не навязываем Вам своё видение, мы даём Вам объективный срез событий дня без цензуры и без купюр. Новости, какие они есть — онлайн (с поминутным архивом по всем городам и регионам России, Украины, Белоруссии и Абхазии).

123ru.net — живые новости в прямом эфире!

В любую минуту Вы можете добавить свою новость мгновенно — здесь.






Здоровье в России и мире


Частные объявления в Вашем городе, в Вашем регионе и в России






Загрузка...

Загрузка...





Друзья 123ru.net


Информационные партнёры 123ru.net



Спонсоры 123ru.net