Considerada valiosa, veja para onde vai a madeira do mogno de 70 anos que será retirado do Centro de Goiânia
Com mais de 30 metros de altura e valor estimado de mercado de até US$ 3 mil por metro cúbico, o mogno localizado na Rua 20, no Centro de Goiânia, está em processo de retirada pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). A madeira coletada poderá ser reaproveitada na produção de mobiliário público, caso esteja em boas condições.
De acordo com a companhia, dezenas de toneladas de madeira devem ser retiradas da árvore. A decisão segue laudo técnico elaborado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), que apontou risco iminente de queda. A chamada “megaoperação”, como foi denominada pela Comurg, mobiliza mais de 50 profissionais para realizar o corte e o transporte do material. A companhia informou à reportagem que não conseguirá terminar o serviço neste domingo, 8, com a retirada total da planta previsto para o próximo sábado, 14.
Após a retirada, a madeira será encaminhada ao setor de marcenaria da Comurg para avaliação técnica. Caso não haja comprometimento estrutural, o material poderá ser utilizado na fabricação de bancos e outros mobiliários urbanos. Já os resíduos da árvore serão triturados e destinados à compostagem, com posterior uso em praças e canteiros centrais da cidade.
Além do reaproveitamento pela própria companhia, três toras do mogno serão separadas e destinadas a instituições. Duas peças serão enviadas à Universidade Federal de Goiás (UFG) e à Seção Judiciária de Goiás (SJ-GO) para uso institucional.
Outra parte da madeira será doada à família do imigrante polonês Boleslaw Daroszewski, responsável pelo plantio da árvore. O envio atende a um pedido da família feito à Comurg.
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