Mogno histórico de quase 70 anos começa a ser removido neste sábado, em Goiânia
O mogno de quase 70 anos plantado na Casa da Memória da Justiça Federal começou a ser retirado neste sábado, 7, após atraso de uma semana em relação ao cronograma inicialmente previsto.
Com mais de 30 metros de altura, a operação de remoção da árvore, realizada pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), teve início neste sábado e deve se estender até domingo, 8. Segundo a Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET), estão previstos bloqueios na Rua 20 por motivos de segurança e operação, com desvio do tráfego para a Rua 14 e acesso garantido aos moradores da região.
A retirada foi solicitada pela Seção Judiciária de Goiás (SJ-GO) após laudos técnicos da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) apontarem risco iminente de queda da árvore. Ao todo, mais de 50 profissionais da Comurg participam da operação de corte e transporte do material.
Conforme o relatório técnico, o mogno apresentava inclinação progressiva associada à perda de resistência do tronco, o que representava risco para pedestres, motoristas e para o patrimônio público nas proximidades.
Plantada em 1958 por estudantes da UFG, quando a universidade ainda funcionava na antiga Reitoria, a árvore se tornou um símbolo da região. O mogno é uma espécie nativa do Cerrado.
Cerca de três décadas depois, o exemplar foi declarado imune ao corte pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), órgão posteriormente incorporado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Diante do risco de queda, o Ibama revogou a proteção que impedia o corte por meio de ato administrativo.
Como forma de preservar a memória do exemplar, partes do tronco serão destinadas a instituições como a UFG e a SJ-GO. A família do imigrante polonês Boleslaw Daroszewski, responsável pela doação da árvore, também solicitou um pedaço do tronco à Comurg, pedido aceito pela companhia.
O restante do material será encaminhado à marcenaria da Comurg para avaliação e possível produção de mobiliário público. Outra parte será triturada e destinada à compostagem, com uso em praças e canteiros centrais da capital.
Como compensação ambiental, 50 mudas de espécies nativas do Cerrado serão plantadas em diferentes áreas de Goiânia, conforme indicação técnica da Amma, dentro do plano de substituição arbórea da capital.
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