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Polilaminina: a esperança da cura da paralisia divide médicos entre otimismo e ceticismo científico

A descoberta de uma proteína sintética (polilaminina) produzida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) trouxe esperança para milhares de brasileiros que convivem com a paralisia provocada por lesões na medula espinhal. Nas redes sociais, a polilaminina já ganhou apelidos como “molécula de Deus”, numa referência ao seu formato que remete a uma cruz, e transformou a bióloga Tatiana Sampaio, líder da pesquisa, em uma celebridade científica.

Pacientes paraplégicos e tetraplégicos passaram a recorrer ao Judiciário para conseguir acesso à substância, mesmo diante da inexistência de estudos conclusivos sobre sua eficácia e segurança. Diante desse cenário, o Jornal Opção ouviu três especialistas de diferentes áreas para compreender o real potencial desse tratamento e os riscos de se alimentar expectativas sem o devido respaldo científico.

O que é a polilaminina e por que ela desperta tanto interesse?

A história desse composto biotecnológico começou quando a professora Tatiana Sampaio desenvolveu uma versão sintética da laminina, uma proteína encontrada naturalmente no corpo humano, e de grande importância no estabelecimento de conexões entre os neurônios. Os pesquisadores extraíram o composto da placenta e aperfeiçoaram sua fórmula, criando a polilaminina.

Diante dos primeiros resultados promissores em laboratório, a equipe levantou uma hipótese ambiciosa: seria essa proteína capaz de regenerar axônios, as estruturas dos neurônios responsáveis por transmitir informações entre as células, e funcionar como uma ponte para restaurar o tráfego de impulsos elétricos na medula espinhal lesionada? Para testar essa possibilidade, os cientistas partiram para experimentos com animais que apresentavam lesões medulares.

“Expectativa fantástica, mas é preciso seguir protocolos”: a visão do doutor Sérgio Daher 

O ortopedista e superintendente de Relações Institucionais da Agir Saúde, doutor Sérgio Daher Jorge, recebeu a notícia com entusiasmo moderado. Em entrevista ao Jornal Opção, ele reconheceu o potencial da descoberta, mas fez questão de enfatizar que o caminho ainda é longo.

“Estamos em uma fase ainda muito inicial para podermos tirar uma conclusão mais acertada”, ponderou o médico. “Mas eu vejo com uma expectativa fantástica a possibilidade de dar resultado. Eu acredito que o caminho realmente é a regeneração celular, e o caminho é esse.”

Doutor Sérgio Daher Jorge | Foto: Reprodução

Daher Jorge ressaltou, no entanto, que a empolgação precisa vir acompanhada de rigor científico. “Agora é preciso entrar na fase 2 de pesquisa, seguir com os protocolos para que possamos ter, de fato, resultados mais eficientes”, explicou. “Até então, pelo que a gente vê, pelo que observamos pelo grupo de pesquisa, a coisa está caminhando de maneira satisfatória. Mas é uma fase muito inicial.”

O ortopedista também chamou atenção para a necessidade de se estabelecer metodologias claras. “É preciso definir quais os casos que devem ser tratados. Eu, por exemplo, não tenho conhecimento sobre o protocolo que está sendo usado”, admitiu. “Mas acredito que isso tem que ser feito.”

Questionado sobre a possibilidade de aprovação futura do tratamento, Daher Jorge manteve o tom cauteloso, porém otimista. “Para ser aprovado, o tratamento tem que seguir o protocolo de pesquisa para a fase 2, como parece que está sendo programado agora. A pesquisa está sendo encaminhada, e isso é o que importa, acredito que teremos um resultado bastante satisfatório.”

O médico fez questão de elogiar a postura da pesquisadora responsável. “A própria doutora Tatiana tem feito uma divulgação bastante assertiva e cautelosa”, observou. “Se for aprovado, essa mudança é fantástica. Quem lida com esse tipo de problema sabe as limitações e a importância do processo de reabilitação. Qualquer ganho é muito importante. É um momento de esperança, ansiedade, mas também é preciso muita cautela.”

“Estudo com baixíssimo nível de evidência”: a visão do doutor Roberson Guimarães

Enquanto o ortopedista preferiu destacar o potencial positivo da descoberta, o médico mastologista e radiologista Roberson Guimarães não escondeu suas reservas. Depois de assistir à entrevista de Tatiana Sampaio no Roda Viva, ele decidiu investigar a fundo as publicações científicas da pesquisadora, e o que encontrou o deixou desconfiado.

“Me causou uma cisma”, confessou Guimarães ao Jornal Opção. “Os dois estudos que ela publicou em animais, um em cães e um em ratos, são trabalhos com baixíssimo nível de evidência. E tem um estudo em humanos, com oito pessoas, que foi encaminhado para publicação, mas nenhuma revista aceitou porque, do ponto de vista metodológico, ele é muito ruim.”

O médico explicou os problemas que identificou na pesquisa. “O estudo só tem oito pessoas, duas morreram, então ficaram seis. E ele não partiu de uma avaliação pré-injeção que pudesse homogeneizar dois grupos: um que recebesse a polilaminina e outro que não recebesse”, detalhou.

Doutor Roberson Guimarães | Foto: Reprodução

“Esse estudo, que está sendo usado para falar que as pessoas tiveram melhora, não serve, do ponto de vista científico, para dizer que houve melhora. Não dá para fazer uma associação de causa e efeito entre o uso da medicação e a eventual melhora. A gente chama isso de ciência de resultado anedótico.”

Guimarães manifestou profunda preocupação com o impacto social da divulgação dos resultados preliminares. “Quando uma pessoa leiga, que tem uma lesão de medula, que está paralítica numa cadeira de rodas, ouve uma notícia de que algo pode resolver isso, acende-se uma esperança enorme. Cria-se uma expectativa”, alertou. “E as pessoas estão buscando auxílio através da Justiça para usar essa medicação, que ainda não é um remédio, é uma droga experimental em avaliação.”

O mastologista revelou ter conhecimento de um caso em Goiás que exemplifica os riscos dessa corrida judicial. “Fiquei sabendo de uma [pessoa] que sofreu um acidente de carro, está paraplégico, e fez a injeção sob ordem judicial de forma tardia, mais de seis meses após a lesão”, contou. “Os estudos iniciais da doutora Tatiana são com lesão aguda, que deve ser tratada em até 72 horas, segundo ela mesma afirmou na entrevista.”

Para Guimarães, o cenário beira o absurdo. “As pessoas se exporem a esse tipo de situação com recurso judicial é tão fora de propósito científico e é absolutamente inseguro. Não temos evidência para dizer que funcione, nem para dizer que não faz mal. Será que isso não pode piorar a situação? Não sabemos”, questionou.

Guimarães apontou ainda um erro na interpretação dos casos de sucesso divulgados. “O rapaz que teve o melhor resultado, que aparece na imprensa fazendo academia, foi tratado no melhor hospital do Rio de Janeiro, fez todos os tratamentos padrão para lesão medular”, lembrou. “Na lesão aguda, existe recuperação espontânea, existe recuperação com os tratamentos. Ele foi submetido a cirurgia de descompressão da medula, usou anti-inflamatórios. Não sabemos, no momento da lesão, se ele iria recuperar espontaneamente. Não dá para atribuir o resultado à injeção.”

O especialista concluiu com uma aula sobre o método científico. “É um estudo de fase 1, que avalia toxicidade, dose ideal. Depois disso, vêm as fases 2 e 3, que precisam arrebanhar um número grande de pacientes e dividir em dois grupos: um com tratamento padrão, outro com tratamento padrão mais a polilaminina”, explicou. “Enquanto isso não for feito, não se pode falar que o medicamento tem evidência de melhora. Esse é o caminho, a marcha da ciência, e ela não pode ser alterada.”

“A esperança é o que mantém a gente de pé, mas é preciso calma”: a visão do doutor Lucas Portilho

O especialista em Medicina Física e Reabilitação, doutor Lucas Alves Portilho, adotou uma posição intermediária no debate. Para ele, a polilaminina representa, sim, uma esperança, mas ainda distante de se tornar realidade concreta.

“A polilaminina é uma esperança dos pacientes que têm lesão medular. Porém, ainda está nos estágios muito iniciais dos estudos”, resumiu Portilho ao Jornal Opção. “Uma coisa é o que a imprensa fala, outra é o que a realidade mostra. É promissor, mas não tem nada de concreto.”

Doutor Lucas Alves Portilho | Foto: Arquivo pessoal

O fisiatra introduziu um conceito para entender as incertezas que cercam a avaliação dos resultados: o choque medular. “O choque medular pode ficar ali até um mês, um mês e meio. Nesse período, a lesão aparenta ser pior do que ela é”, explicou. “Quando o paciente sai do choque medular, muitas vezes ele começa a ter movimentos onde não tinha. Pode ser só coincidência, ou pode ser a polilaminina. Isso só vamos descobrir com estudos controlados.”

Portilho reconheceu, no entanto, que a prática médica nem sempre consegue esperar por evidências definitivas. “Se a gente for basear a ciência só em estudos controlados, com duplo-cego e tudo mais, não fazemos nada. Na nossa área, a fisiatria, usamos muita coisa off-label e vemos que funciona”, admitiu. “Mas não estou dizendo que é o caso da polilaminina, nem que ela deve ser usada.”

O médico chamou atenção ainda para um dado: as duas mortes registradas no estudo com oito pacientes. “A gente não sabe se foi pela substância, se não foi, se eram pacientes já graves com níveis altos de lesão, ou alguma comorbidade”, ponderou. “Mas, no caso da polilaminina, tem que tomar cuidado.”

Apesar das ressalvas, Portilho fez questão de não desqualificar completamente a pesquisa. “Ela tem toda uma base para ter chegado nesses estudos de segurança. Não podemos desqualificá-la como se fosse uma substância sem base nenhuma”, argumentou. “A função da polilaminina é fazer o crescimento axonal. Quando você tem lesão medular, lesiona os axônios. Se ela conseguir fazer isso e mostrar eficácia em alguns estudos, aí sim, escala para o nível 3.”

O conselho final do fisiatra aos pacientes foi de equilíbrio e paciência. “Do mesmo jeito que ela pode funcionar, pode não funcionar. Quando você cria uma expectativa muito grande e o medicamento não age como esperado, a decepção é enorme”, alertou. “Os pacientes têm que ter cuidado, muita calma, e não perder a esperança. A esperança é o que mantém a gente de pé.”

O veredicto da ciência

Diante das controvérsias, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência emitiram uma nota conjunta para colocar a questão em perspectiva. As entidades lembram que, em áreas como a neurodegeneração, “o percurso entre descoberta científica, validação pré-clínica, ensaios clínicos e eventual incorporação tecnológica é necessariamente longo, complexo e depende de evidências cumulativas”.

Em tradução livre: por mais promissora que uma descoberta pareça, não há atalhos seguros entre o laboratório e o leito do hospital. A pressa, nesse caso, pode não apenas adiar a cura, mas colocar vidas em risco. Enquanto a polilaminina não passar pelo crivo da ciência, ela continuará sendo exatamente o que é hoje: uma esperança.

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