Como uma possível composição nacional pode respingar em Goiás com Bruno Peixoto na vice de Daniel Vilela
Uma possível composição da federação Renovação Solidária, composta pelo PRD e Solidariedade, com o PSD de Gilberto Kassab, que hoje detém o nome de Ronaldo Caiado como possível candidato a presidente da República, pode não só consolidar o projeto pessedista como alternativa para o Planalto, como também impactar na formação da chapa do governo em Goiás.
Em nível nacional, a federação pode estar ainda distante de cravar, em on, com quem vai caminhar nas eleições deste ano. No entanto, os sinais dos caminhos que o grupo deve tomar etão cada vez mais fortes.
Presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força confirmou o rompimento com o governo Lula ainda no início de 2025. Na ocasião, o político chegou a dizer, em entrevista à CNN, que o governo “estava completamente doido”. “E a equipe é ruim. Não tem diálogo, o presidente não fala com ninguém. O presidente se trancou em casa”, afirmou, garantindo ainda que manteria o tom duro contra o Planalto daquele momento em diante.
Já em dezembro do mesmo ano, foi a vez do projeto de Flávio Bolsonaro “levar chumbo” por parte do presidente do Solidariedade. Ao O Globo, Paulinho disparou: “Se o Flávio for o candidato, vai ficar isolado na extrema-direita. É entregar a eleição para o Lula, deve ter combinado com ele. Está fazendo o jogo do PT”.
Resta, portanto, a terceira via: justamente o projeto de Kassab.
Em nível estadual, a aliança já está garantida. A federação Renovação Solidária compõe a base caiadista e figura solidamente no projeto de Daniel Vilela. Se fechar em nível nacional com o PSD, o impacto em Goiás será duplo.
Primeiro: Caiado, se for escolhido candidato da legenda, terá tempo de TV e fundo eleitoral para a campanha consideravelmente maiores, levando se em conta o tamanho somado das bancadas dos três partidos – PRD, Solidariedade e PSD -, que chega a quase 25 deputados na Câmara Federal.
Segundo: com aliança fechada em nível nacional estadual, a federação Renovação Solidária pode bancar o vice de Daniel Vilela, no caso, o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, que vai se filiar ao PRD tão logo abra a janela partidária.
O deputado estadual já é cotado para compor com Daniel na chapa governista. Ele é próximo de Daniel Vilela, tem aliados e influência política em praticamente todos os municípios goianos e, o mais importante: tem voto (Bruno Peixoto foi o deputado estadual mais votado nas últimas eleições em Goiás).
O selamento do acordo partidário pode ser apenas o “empurrão final” para uma chapa Daniel+Bruno ao governo de Goiás. (T.P.)
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