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Isso ou aquilo? O que a sustentabilidade tem a ver com a atenção?

Mais um janeiro novinho em folha começou e, junto com ele, chegam as promessas e resoluções que poderão fazer de 2026 um ano diferente! Sim?!… e não. Se parece razoável considerar cada ano como sendo efetivamente diferente dos anteriores (e possivelmente dos próximos também), existe uma coerência nas atitudes da maioria das pessoas que não favorece a mudança. Mesmo quando há o desejo de transformar e a implementação de ações radicais nesse sentido (uma separação, a troca de emprego ou de país, por exemplo), não é incomum que a “nova vida”, uma vez estabilizada, mantenha semelhanças importantes com a “anterior”. Uma das maneiras de analisar essa continuidade é considerar a incrível quantidade de configurações que definem o cotidiano: o que vestir, a que hora dormir, o que comprar (ou não), o que comer (e onde), qual caminho escolher e com qual meio de transporte, quais demandas serão respondidas e quais serão ignoradas etc. Um número inverificável mas recorrente fala em um total de 35 mil escolhas por dia. Ainda que a margem de erro seja grande, o volume impressiona. Segundo o especialista Roy Baumeister, para lidar com isso sem sobrecarga, existem mecanismos mentais que permitem a cada um implementar ações sem que aconteça o tipo de intervenção consciente, avaliativa e comparativa que usualmente é chamada de escolha ou decisão. Esse mecanismo pode ser influenciado pela recorrência, pela cultura, pelo comportamento coletivo ou ainda definido por emoções como o medo. E há quem diga que o medo, justamente, é o que melhor define o momento presente. Isabelle Stengers, que há décadas discute as características do período atual, chamado por ela de modernidade, e o papel das ciências nesta construção, o medo é um traço essencial que direciona as atitudes das pessoas: medo de ser considerado um perdedor ou alguém pouco esperto, medo de chegar por último, necessidade de progredir, de alinhar-se com o que se reconhece coletivamente como sucesso… Para a autora, o cenário atual se caracteriza pela onipresença do perfil empreendedor associado a este tipo de comportamento (e aos cientistas também!) acrescido da supervalorização do indivíduo e dos seus interesses sobre o coletivo. Esses valores e modelos compartilhados contribuem para explicar a manutenção de um modo de vida ainda que ele seja nocivo e a pouca reatividade de todos e de cada um face ao risco iminente, ainda que este risco seja o da extinção dos seres humanos. É difícil modificar os automatismos construídos ao longo da vida. Principalmente quando a função deles é “fazer rodar o algoritmo pessoal” que sustenta e dá estrutura ao cotidiano. Esse contexto (e o modelo a ele associado) afeta diretamente o impacto potencial das ações relacionadas à sustentabilidade quando se trata de transformar comportamentos. Mesmo que o indivíduo compreenda a situação e perceba que pode fazer diferente, esse raciocínio permanece em uma esfera e as 35 mil escolhas cotidianas, em outra. Para complicar ainda mais, a discussão sobre esse assunto costuma ser apresentada a partir de uma perspectiva mundial. Nada mais coerente, tendo em vista a origem do problema e a escala das consequências que ela evoca. Falar em mudanças climáticas é falar no nível de CO2 do planeta, na temperatura global, na acidez do oceano, em uma outra era geológica, nas florestas da Ásia, na sétima extinção em massa da biodiversidade… Essa abordagem, no entanto, tende a provocar um certo nível de vertigem favorecendo a aparição de cinismo e indiferença, que se manifestam em reflexões sobre a insignificância da ação individual face ao problema. De repente, o lixo que cada um produz precisa ser gerenciado pela ONU. De repente, as compras de produtos baratos, não certificados e quase sempre inúteis (quando não perigosos) precisam virar objeto de legislação. De repente, é a iniciativa privada, comprometida com o lucro, que deve deixar de vender ou encarecer o processo produtivo para que o consumidor possa… consumir. Quanto ao indivíduo sentado na sala da sua casa, ele apenas se pergunta o que pode fazer sozinho. Se o único critério considerado para a resposta é o impacto da ação individual sobre a crise global, a resposta é, obviamente, nada! No entanto, quando se observa o problema com um pouco mais de atenção e sutileza, é possível identificar outras perspectivas… Uma delas diz respeito à possível influência que uma mudança súbita no comportamento de alguém pode ter. Ao perceber o movimento e associá-lo a uma causa importante e comum, criam-se as condições para uma reavaliação da conduta de outras pessoas. A reação em cadeia amplifica o efeito da ação operada que será assim lentamente transformada em esforço coletivo. Para compreender o potencial desse tipo de contágio, basta observar os cardumes de peixes ou os bandos de pássaros com seus movimentos bruscos e coreografados. A ciência garante, não há um líder que faz aquilo acontecer. Em nenhum momento um dos indivíduos coordena o movimento dos demais. O que os conecta é apenas um objetivo comum compartilhado e a confiança de que a mudança de comportamento do vizinho é justificada. Essa configuração não é incomum no mundo animal. Quando há um grupo e um dos sujeitos alocados em qualquer lugar identifica um risco ou necessidade, ele modifica seu comportamento e quem está próximo tende a fazer o mesmo. Há pesquisas consagradas que apontam inclusive que esse é o modelo mais eficaz para que uma informação se propague no coletivo. Se isso acontecer, os poucos gramas de CO2 economizados em cada ajuste de conduta podem ser rapidamente multiplicados e atingir a escala dos bilhões! E se esse modus operandi parecer anedótico, possivelmente é porque os seres humanos foram acostumados a receber ordens e a enxergar estruturas previamente organizadas e descendentes. Estratégias, projetos, leis… Mas não é assim que a natureza funciona e, em geral, ela acerta. É o que mostra a grande migração anual dos gnous, que consiste no deslocamento de algo em torno de dois milhões de animais de espécies diferentes, percorrendo mais de mil quilômetros de maneira coordenada, sem se perder e atendendo a demandas individuais como alimentação, mortes e nascimentos que ocorrem durante o trajeto. Ou os cardumes de sardinhas (o sardine run) no largo da costa da África do Sul que podem atingir sete quilômetros de comprimento, 30 metros de largura e um quilômetro de altura. Nesta configuração, estima-se que haja mais de 200 milhões de peixes movimentando-se ao mesmo tempo e sem nenhum tipo de liderança. Então, sim, o sistema funciona! Além do mundo animal, há quem utilize a razão para pensar no assunto. Uma das referência mais interessantes e sofisticadas é o filósofo francês Henri Lefebvre, que publicou em 1947 o primeiro volume de um livro memorável, Crítica da vida cotidiana. Durante mais de três décadas, o autor foi testemunha ocular do nascimento do consumismo pós-guerra e das transformações profundas que ele trouxe ao modo de vida das pessoas e das famílias. É como se Lefebvre tivesse presenciado a implementação da primeira versão do algoritmo que até hoje influencia as tais 35 mil decisões de cada dia. Seu trabalho organiza-se ao redor de uma questão de uma simplicidade surpreendente: como vivemos? Para respondê-la, Lefebvre atribuiu ao cotidiano o status de “condição” e o relacionou tanto à presença do que chamamos de rotina quanto a um regime de atenção peculiar. Ou seja, o termo “cotidiano” foi tratado como sendo o conjunto das ações com tendência à repetição, sem que haja a necessidade de avaliação ou decisão. Essa categoria teria ganhado força no período tratado por ele que corresponde à transição de uma sociedade prioritariamente rural para uma outra, que ele associa ao termo “privada”. A vida rural era caracterizada pela autonomia, pela diversidade e pela presença constante de imprevistos que demandam criatividade para serem enfrentados, impedindo a instalação da rotina. Já no outro modelo, a vida diária viu-se “privada” de uma série de elementos, que passaram a ser gradativamente terceirizados. É o nascimento das soluções “prontas para uso” destinadas a simplificar a vida das pessoas. Na prática, o autor argumenta que a chegada massiva dos eletrodomésticos que caracterizou os anos 1950, modificou as dinâmicas e relações familiares e iniciou um processo irreversível. Ele fez nascer o tipo de ambiente mais comum atualmente, onde quase não há pistas daquilo que sustenta a vida. Não se vê as ovelhas que fornecem a matéria-prima para a fabricação das roupas, não se vê a horta de onde vem a alface da salada do almoço, nem se vê crescer os outros ingredientes dessa mesma refeição. Mesmo em cidades grandes como Paris, onde vivia Henry Lefebvre, havia vinhedos instalados nos muros das casas e nas janelas. Esse apagamento daquilo que constitui a subsistência dos sujeitos torna a vida cotidiana opaca, esconde as estruturas das quais ela depende e forma pessoas desconectadas e descuidadas, acostumadas a ações automáticas e ao regime de baixa atenção. Gradativamente, as demandas mais relevantes (desde o nascimento das crianças, até a alimentação, as vestimentas, a educação, a saúde e mesmo a morte) são atendidas por profissionais, sujeitos desconhecidos que vendem suas competências a quem precisar e pelo melhor preço. Esse cenário afasta os sujeitos da maioria das tarefas de subsistência e do conhecimento a elas associado. O resultado? É cada vez mais incomum encontrar alguém que saiba realizar as tarefas mais primordiais à subsistência. Quem sabe cultivar um alimento? Quem sabe onde há água limpa além da torneira? Dos humanos “em operação”, quem sabe fazer fogo sem utilizar as ferramentas que realizam a tarefa em nosso lugar? E portanto, há quem diga que era essa habilidade que justificaria a suposta superioridade dos humanos face aos animais. Henri Lefebvre certamente teria muita “matéria a pensar” se circulasse em uma grande cidade nos dias de hoje. Dos anos 80 para cá, os efeitos por ele identificados foram severamente ampliados. O cotidiano (com seu regime de inatenção), apoiado pela tecnologia, permite aos cidadãos um estilo de vida desconectado do ambiente. O ar condicionado transformou em dado teórico o calor e o frio. Os carros confortáveis escondem o chacoalhar provocado pelos buracos nas estradas e seu interior customizável, bem como o telefone celular, ocupam a espera que deixa assim de ser tempo perdido. O distanciamento é tal que tornou-se possível circular por uma grande cidade sem saber onde se está indo, apenas obedecendo às ordens do GPS, sem enfrentar o tráfego, sem viver a cidade, sem reconhecer as ruas e praças. O mesmo pode ser dito dos lugares onde se vive. Assim, abrir o vidro do carro, lavar a roupa, lavar a louça, providenciar um deslocamento, uma vestimenta, alimentar-se… todas essas tarefas foram potencialmente substituídas por um único e mesmo gesto: apertar um botão. Esse é o contexto em que se busca inserir discussões e ações de sustentabilidade que só poderão ser implementadas se cada sujeito se dispor a mudar o seu próprio regime de atenção, priorizando a manutenção daquilo que sustenta a vida do coletivo. Que escolhas cada um vem fazendo sem sequer se dar conta e quais alternativas existem para retomar o controle sobre a vida? Mais do que agir para obter resultados, talvez o momento seja propício para iniciar um processo de autoinstrução. Não apenas para salvar a espécie, mas para reduzir o estresse e o sofrimento que podem acompanhar o que Pierre Charbonnier vem chamando de transição de um Regime da Abundância para um Regime da Sobriedade. Um fardo? Um castigo? Uma catástrofe? Talvez não. Esse exercício de retomada da atenção também pode ser visto como uma oportunidade de recuperar o sentido e o protagonismo nas ações realizadas que vêm sendo substituídas por entretenimento e por brain rot. Para a socióloga Geneviève Pruvost, o exercício de saída da caverna que levaria a uma reapropriação da própria subsistência equivale a retirar o que parece ser um grande véu que, assim como o gesso liso do teto, esconde os canos e os fios cuja feiura sustenta o conforto e a vida. (*) Rafaela Samagaia, pesquisadora do Instituto de Estudos Avançados da USP


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