Rã minúscula descoberta no Brasil recebe nome em homenagem ao presidente Lula
Um pequeno tesouro da biodiversidade brasileira acaba de ser revelado. Pesquisadores anunciaram a descoberta de uma espécie inédita de anfíbio de coloração alaranjada, encontrada nas florestas úmidas e montanhosas da Serra do Quiriri, localizada na região Sul do país.
O animal chama atenção não apenas pela tonalidade vibrante, mas também pelo tamanho diminuto. Os machos medem cerca de 11,3 milímetros, enquanto as fêmeas chegam a 14 milímetros, o equivalente à metade do diâmetro de uma moeda de 5 centavos.
A descrição científica foi publicada na revista PLOS One e reforça a ideia de que, mesmo em um território já amplamente estudado, o Brasil continua a surpreender com novas espécies. O batismo da descoberta traz um detalhe curioso. O nome escolhido pelos pesquisadores homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacando a relevância simbólica da figura política na história recente do país.
Localizar esse pequeno animal não foi tarefa simples. Com dimensões que variam entre 9 e 14 milímetros, dependendo da idade e do sexo, trata-se de uma espécie microendêmica, ou seja, restrita a áreas muito específicas e encontrada apenas em determinados períodos. Para evitar impactos negativos sobre os indivíduos, os cientistas realizaram observações prolongadas ao longo de vários anos.
Conhecido também como sapo-pulga, o novo anfíbio pertence ao gênero Brachycephalus, que, desde os anos 2000, vem apresentando um aumento expressivo em sua diversidade e soma atualmente 35 espécies descritas.
Apesar do tamanho diminuto, o sapinho chama atenção pela coloração vibrante, um laranja intenso, geralmente acompanhado de manchas irregulares em verde e marrom, visíveis nas laterais e na região abdominal. Essa variação cromática pode ocorrer em diferentes combinações, sempre dentro dessa paleta de cores.
O aspecto que mais despertou o interesse dos pesquisadores foi o canto de acasalamento. Diferente das demais espécies do gênero, o Brachycephalus lulai emite sons em duas rajadas curtas, um padrão inédito que ajudou a confirmar sua singularidade.
Para validar a descoberta, os cientistas recorreram a técnicas avançadas, como tomografias computadorizadas para examinar a estrutura óssea e análises genéticas para verificar diferenças no DNA.
Após a identificação, surge a necessidade de garantir sua preservação. Os pesquisadores defendem medidas imediatas, incluindo a criação do Refúgio de Vida Silvestre (RVS) Serra do Quiriri, que permitiria proteger essa e outras espécies endêmicas da Mata Atlântica sem a necessidade de desapropriação de terras privadas.
Embora a distribuição geográfica seja bastante limitada, foi sugerido que o sapo-pulga seja classificado como de “Pouca Preocupação”, já que, apesar de sinais de declínio populacional, não há evidências de risco iminente de extinção.
O acompanhamento constante é considerado essencial para identificar possíveis ameaças ao habitat da espécie. Além disso, os pesquisadores pretendem expandir os estudos para áreas montanhosas próximas, a fim de verificar se o chamado sapinho-abóbora pode estar presente em outros locais além dos já conhecidos.
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