Pesquisa em Porangatu expõe força do voto local e redesenha cenário para 2026
Uma pesquisa de opinião pública realizada em Porangatu, no Norte de Goiás, indica que o eleitorado do município entra no ciclo eleitoral de 2026 com alto grau de indefinição, mas já sinaliza tendências relevantes nas disputas proporcionais e majoritárias. O levantamento foi conduzido pela EPP Pesquisa entre os dias 12 e 14 de janeiro, com 593 entrevistas presenciais, margem de erro de 4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-06967/2026.
Um dos dados centrais do estudo é a valorização de candidaturas locais. Questionados sobre o perfil do voto para deputado estadual, 57,8% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em candidatos da própria cidade. Apenas 16,4% disseram preferir nomes de outros municípios, enquanto 15% afirmaram não ter preferência e 10,8% não souberam responder. O comportamento aparece de forma consistente entre os bairros pesquisados e reforça o peso do vínculo territorial na definição do voto em Porangatu.
Na disputa para deputado estadual, o levantamento mostra que o eleitor ainda não consolidou suas escolhas. Na pergunta espontânea, 82,1% dos entrevistados não indicaram nenhum nome. Entre os citados, Márcio Luís (MDB) aparece com 10,5%, seguido por Dr. Helbio (PSDB) (3,5%), Eronildo Valadares (UB) (3,2%) e Eudes Araújo (MDB) (0,7%).
No cenário estimulado, quando os nomes são apresentados ao eleitor, o quadro se reorganiza. Márcio Luís lidera com 34,5% das intenções de voto, seguido por Eronildo Valadares (19,5%), Eudes Araújo (14,5%) e Dr. Helbio (7,8%). Outros 11,5% afirmaram não votar em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 12,2% permanecem indecisos.
Rejeição delimita espaço de crescimento entre os nomes testados
A pesquisa também mediu rejeição para deputado estadual. Eronildo Valadares concentra o maior índice, com 24,8% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Dr. Helbio aparece com 12,1%, Eudes de Novo Planalto com 7,1% e Márcio Luís com 3,7%, o menor percentual entre os principais nomes avaliados.
Os dados de rejeição ajudam a explicar o desempenho dos candidatos nos cenários estimulados e indicam limites e potencial de crescimento dentro do eleitorado local.
Disputa federal segue pulverizada e com alta indecisão
Para deputado federal, o cenário é ainda mais fragmentado. Na pergunta espontânea, 76,9% dos eleitores não souberam ou não quiseram responder. Professor Alcides (PL) aparece com 7,9%, seguido por Márcio Luís (MDB) (5,9%) e José Nelto (UB)(5,1%).
No cenário estimulado, Professor Alcides soma 26,5% das intenções de voto, enquanto Márcio Luís aparece com 25,1%, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Flávia Morais (PDT) registra 13,8% e José Nelto (UB), 9,1%. Os demais nomes aparecem com percentuais inferiores, enquanto cerca de um quinto do eleitorado permanece indeciso ou rejeita todos os candidatos apresentados.
Majoritária avança apenas quando nomes são apresentados
A corrida ao governo de Goiás revela uma diferença significativa entre os cenários espontâneo e estimulado. Sem a apresentação de nomes, 79,4% dos entrevistados não indicaram nenhum candidato. No cenário estimulado, Daniel Vilela (MDB) lidera com 42% das intenções de voto, seguido por Marconi Perillo (PSDB), com 29,2%. Adriana Accorsi (PT)(4,2%), Wilder Morais (PL) (3,2%) e Edigar Diniz (NOVO (1,5%) aparecem com percentuais menores. Outros 19,9% permanecem indecisos ou rejeitam todos os nomes.
Na disputa pelo Senado, Gracinha Caiado (UB) lidera a primeira opção de voto, com 30,7% das intenções, seguida por Vanderlan Cardoso (PSD), com 9,8%; Gustavo Mendanha (PSD) (3,5%), Humberto Teófilo (NOVO) (3,4%), Gustavo Gayer (PL) (3%), Jorge Kajuru (PSB)(2,5%) e Zacharias Kalil (UB)(2,5%) aparecem em patamar semelhante. Outros 30,7% não souberam responder.
No segundo voto para o Senado, a pulverização se amplia e 37,9% dos entrevistados permanecem indecisos, sem que nenhum nome ultrapasse a marca de 8%.
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