Marco Antônio Villa rebate Jovem Pan e diz que é contra o fechamento do Congresso
Comentarista afirma que manifestação que pede fechamento do Congresso e do STF é “neonazista” e desagrada cúpula da rádio
O comentarista Marco Antônio Villa e a cúpula da Rádio Jovem Pan estão em processo de divórcio — que tende a ser litigioso. Num comunicado, a rádio sugere, sem citar o nome de seu profissional, que está trocando substantivos por adjetivos. É uma referência ao historiador ter apontado na mais recente manifestação pró-Jair Bolsonaro traços de “neonazismo”. Orientado por seu advogado, Villa decidiu não partir para o confronto direto, mas procurou esclarecer sua posição.
Marco Antônio Villa, historiador e comentarista afastado da Jovem Pan | Foto: Reprodução
“Sou defensor da democracia e contra a ditadura, contra as pessoas que querem fechar o STF, invadir o Congresso Nacional, e aí incluem os nazistas, neonazistas. Eu não acho que isso foi uma deselegância, adjetivação, isso é conceituar, e assim sempre fui durante os anos em que estive na rádio. Quando alguém defende o fechamento do Supremo e a invasão do Congresso, isso é o neonazismo, sim. Eu não defendo essas pautas, e essas pautas estavam sendo colocadas [na manifestação], sim. Isso é uma concepção autoritária e totalitária porque nega a existência de oposição e Constituição. Estou do lado do polo democrático, portanto não há nada grosseiro”, afirma Villa.
“É claro que os extremistas não gostam de mim porque sou um defensor da democracia, e sempre apontei no Olavo de Carvalho a raiz autoritária, chamando-o de Jim Jones [líder religioso que assassinou mais de 900 pessoas]. E ele me xingou violentamente, colocando até a minha mãe. É um sujeito de nível rasteiro”, pontua Villa.
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